<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-14671561</id><updated>2011-09-17T05:25:36.358-06:00</updated><title type='text'>Eu posso ser o Seu Demônio.</title><subtitle type='html'>A Bailarina me disse que a Briza disse a ela: "Escrever é desenhar o que se sente..."

A Briza estava certa!</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://alexguterres.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14671561/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexguterres.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Alexandre Guterres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10347102616411495485</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>36</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14671561.post-3690276630637926619</id><published>2007-07-24T12:55:00.000-06:00</published><updated>2007-08-10T14:09:18.654-06:00</updated><title type='text'>Ângela's</title><content type='html'>“E o carro arrancou, deixando visível somente o rastro de poeira acinzentada e densa.” Foi assim que decidi terminar mais um dos meus contos policiais medíocres. Minha cabeça latejava e os olhos ardiam como um castigo. O tempo divagou e ainda eram nove da noite. Não consegui pensar em um final melhor com todo esse barulho nas ruas. Como nota mental prometi reler o conto e bolar um desfecho mais criativo depois, mesmo sabendo que seria um martírio. Ando num inferno criativo e já estou a ponto de enlouquecer com isso.&lt;br /&gt;Nunca fui de me cobrar quando minha mente não cuspia idéias relevantes para minhas histórias, mas agora era diferente. Com um contrato numa revista semanal tinha a obrigação de escrever ao menos dois contos por semana para que a editora escolhesse um a ser publicado. Condição essa que não estava mais suportando, pois nunca tive problemas com bloqueio mental e não sabia como lidar com essa praga.&lt;br /&gt;Durante uma hora e meia perambulei pela casa só de me de meias, escorregando os pés na cerâmica lisa. Esse sempre foi meu passa-tempo predileto. Alguns bebem, outros se masturbam, eu gostava de andar só de meias pela casa para relaxar, mas a dor de cabeça não passava e a cabeça martelava outros problemas infames. Foi quando o telefone tocou. Não atendi, poderia ser alguém indesejado, aliás, naquele momento qualquer pessoa seria indesejada. Esperei cair na secretária eletrônica.&lt;br /&gt;Olá, aqui e da casa do Mauro, agora não posso conversar. Esse aparelho vai emitir um piii, deixa teu recado logo após ok?! Piii... Mauro sou eu, Ângela. Tenho pensado muito na gente. Não deveria ter sido assim, sabe? Ainda te quero. Um beijo.&lt;br /&gt;Não senti a mínima vontade de atender ou de retornar a ligação. Ângela era uma mulher linda e inteligente com quem eu namorei por dois anos, mas a relação acabou ficando muito séria pro meu gosto. Ciúmes e possessividade foram os principais motivos para eu ter dado um basta nessa história. Assim como o meu conto, não foi um final dos mais criativos. Não sei direito o que sinto por ela e talvez eu possa me arrepender de ter feito isso. Me recusei a pensar no assunto, mas essas coisas são como um apelido indesejado que colocam em você, quanto mais você retruca mais ele pega. Dito e feito. Passei mais um bom tempo tentando me distrair. Coloquei um disco dos Doors, mas boa parte das músicas me lembrava Ângela. Analisando friamente, quase tudo no meu apartamento me trazia uma lembrança dela e essas lembranças iam aderindo em mim cada vez mais. Os objetos na estante, os discos de Vinicius, o incenso de ópio que eu adorava... Foi ai que me veio à vontade de ligar pra ela, ouvir sua voz, convida-la pra fazer amor pelo telefone. Me senti ridículo tentando superar a saudade com um momento de prazer mórbido que talvez só piorasse as coisas.&lt;br /&gt;As paredes me sufocavam e me levaram a sair de casa às onze da noite, coisa que eu nunca faço. Peguei um táxi que seguiu sem destino certo. O rádio estava sintonizado numa estação tipo Antena 1 e tocava um flashback dos anos 80. Me senti um pouco mais tranqüilo observando a cidade que passava rapidamente diante dos meus olhos. Reparei que o taxista me olhava constantemente pelo espelho retrovisor então decidi parar quando ele passava pelo centro.&lt;br /&gt;Já não havia muita gente nas ruas e a cidade se apresentava hostil com quem andava por ali. Talvez só eu percebesse isso, pois naquela rua só havia bêbados punks e putas. No fim da rua havia um bar chamado “Ateu”, gostei do nome e decidi entrar.&lt;br /&gt;O ambiente contrastava com o meu visual nerd. Todos ali pareciam estar fantasiados. Jaquetas de couro e cabelos moicano eram a ultima moda no local, mas incrivelmente o som ambiente era um blues, o que me agradou de cara. Sentei numa das mesas de madeira nos fundos e pedi uma cerveja. Esperei observando os detalhes do lugar. Era um pub à brasileira, com sinuca e fliperama, mas tudo bem meia boca.&lt;br /&gt;Depois da segunda cerveja eu já estava totalmente adaptado ao ambiente. Aqueles adolescentes cheios de piersings e tatuagens já não me causavam receio e até reparei que havia algumas garotas interessantes. Me arrependi de não ter telefonado para algum amigo, convidando-o para beber e conversar. Nunca fui de beber sozinho.&lt;br /&gt;Fiz sinal para o garçom, pedindo mais uma. Não demorou para trazer. Disse a ele que ficasse de olho na mesa, ia mijar e voltava logo. O banheiro era um cubículo fétido, cheio de desenhos e pichações. Nenhuma surpresa. Mijei de olhos fechados curtindo o prazer do momento. Ao terminar olhei para o meu pinto despejando as ultimas gostas. Estava murcho e sem graça, rodeado de pelos enormes que Deus sabe quando foram aparados. Ah Macgyver eu queria te tratar com mais carinho, te dando comida todos os dias, mas isso é uma coisa que não depende só de mim, amigo. Macgyver é o nome do meu pinto. Batizei-o inspirado no protagonista de uma série americana dos anos 80 chamada Profissão perigo. Vocês bem que devem se lembrar. Acho que esse nome tem tudo a ver com ele, pois não consigo trepar com camisinha o que torna o trabalho do meu amigo desossado uma profissão de risco.&lt;br /&gt;Ao sair do banheiro notei de longe que a minha mesa estava ocupada. Era uma mulher sozinha. Caminhei lentamente a fim de encontrar o garçom no caminho e transferir a responsabilidade para ele, mas ele parecia ter evaporado. Me aproximei lentamente simulando certa distração. Me desculpe, eu estava sentado aqui, só levantei para ir ao banheiro. Ela estava de cabeça baixa acendendo um cigarro e demorou um pouco para demonstrar reação. Fiquei pensando se não fui um tanto rude com as palavras. Ela levantou seu rosto e me olhou sorrindo. Achei muito interessante seus traços orientais, cabelos muito escuros, longos e lisos e rosto afilado. Não tinha uma cara chata e redonda que a maioria das orientais tem. Ai desculpa, é que o bar ta lotado, sentei aqui pensando que você tinha ido embora. Agora vou penar pra achar um lugar pra sentar.&lt;br /&gt;Me agradava muito à possibilidade que o acaso me dera de me unir àquela garota para conversar, flertar e quem sabe até por o Macgyver em mais uma missão arriscada. Mas a minha timidez me impedia de propor que dividíssemos a mesma mesa, então fiquei sem ação, com uma cara de “e agora?”. Foi aí que ela tomou a iniciativa, dizendo que só iria tomar um drink pra relaxar depois do trabalho. Perguntou se era muito incomodo pra mim que sentássemos juntos, com um sorriso irresistível no rosto.&lt;br /&gt;Sentei ao seu lado meio temeroso, pois não queria demonstrar que estava altamente satisfeito com aquela condição. Enchi meu copo e ofereci-lhe cerveja. Ela negou simpaticamente, dizendo que o garçom estava vindo com seu Martini. Não demorou e ele trouxe o Martini servido numa taça afunilada com um guarda-chuvinha. Quando saia olhou pra mim com um sorriso sacana, demonstrando que percebeu toda a situação, o que me levou a desconfiar que até pudesse ter responsabilidade pelo acontecido. Não resisti e retribuí com uma piscadela.&lt;br /&gt;Antes que o silêncio se tornasse insuportável ela começou: Nunca te vi por aqui antes. É a primeira vez que você vem aqui, certo? Sim, entrei aqui por acaso. Gostei do nome do bar. Terminei a frese com um sorriso amarelo de vergonha, ela poderia ser religiosa e essa seria a minha primeira bola fora da noite. Também acho bem descolado esse nome. Dar um ar comunista no ambiente. Concordei com a cabeça. Então você freqüenta o local há muito tempo? Perguntei. É eu trabalho por aqui. Sempre que posso venho aqui pra relaxar. Aqui sempre toca música boa e o pessoal apesar de se vestir estranho é super tranqüilo.&lt;br /&gt;Uma oriental comunista que bebe sempre depois do trabalho e curte blues, me parecia muito bom para ser verdade. A conversa começou a fluir com mais facilidade e aos poucos fui me soltando, também pela influência do álcool. Ela vestia uma blusa branca grudada no corpo que marcava o formato do seu sutiã meia taça e uma mini-saia de couro preta, muito sexy. Sempre que ela vacilava, eu passava a vista em suas coxas. Eram brancas e bem torneadas, uma delicia de se ver.&lt;br /&gt;Demorou até que veio a pergunta clássica: O que você faz da vida? O tipo de pergunta que as pessoas fazem pra saber se você tem grana ou não, se merece respeito ou desprezo. Apesar dela ser uma graça não pude evitar o sarcasmo. Bem, eu faço tanta coisa. Penso, ando, durmo, transo, bebo, escrevo contos pra uma revista semanal entre outras coisas. Ela foi sagaz e me surpreendeu em duas coisas: não deu a mínima para a palavra “transo” que coloquei no meio dos meus afazeres de propósito, só pra ver a sua reação e percebendo que eu era escritor foi logo ao assunto grana sem rodeios. Eu sempre admirei quem tem o dom de escrever, mas, aqui pra nós, isso da grana bicho? Dei um longo gole na cerveja a fim de adiar pelo menos por alguns instantes a resposta. Vou ser sincero, nunca tive o sonho de escrever profissionalmente, nunca me vi lançando livro e dando palestras mundo a fora não, talvez por isso esteja satisfeito com o retorno financeiro que a literatura me da. Não sou formado em letras e escrever pra mim sempre foi um prazer, considerando isso, me sinto bem feliz por viver do que gosto de fazer. Dei outro gole longo na cerveja, satisfeitíssimo com o meu desempenho. Ela sorriu confirmando meu êxito. Deu-me um beijo no rosto e disse: pera vou ao banheiro.&lt;br /&gt;Macgyver é hoje!! Puta merda, tirei a sorte grande! Nessas horas eu tendo a acreditar que esse lance de destino existe mesmo. Em circunstâncias normais eu nunca entraria num lugar como aquele, a vida é uma comédia mesmo. Tomei nota mental, reparar em seu corpo quando caminhasse de volta a mesa. De fato era linda, mais ou menos 1, 68 de altura e com um andar muito feminino. O jeito de andar é tudo pra mim.&lt;br /&gt;Sentou-se e prendeu os cabelos deixando a mostra seu pescoço. Tinha um símbolo que supus ser japonês tatuado. O que significa? Perguntei. Prazer! Ela disse. Acariciei o símbolo sentindo sua nuca morna. Ela se agitou quando ouviu que tocava uma música da Billie Holiday. Isso merece um aditivo! Colocou a mão dentro da bolsinha de couro e tirou um baseado. Você curte? Eu não fumava desde os tempos de colégio, mas estava disposto a tudo naquela noite. Disse que sim, então ela acendeu.&lt;br /&gt;Ela fumou um pouco e passou pra mim. Dei uma tragada potente e me lembrei da coisa que eu mais odiava na maconha, que eram as crises de tosse. Soltei toda a fumaça, tossi bastante até os olhos lacrimejarem. Ela soltou uma tremenda gargalhada, me fazendo sentir como um adolescente babaca. Deu vontade de me enterrar num buraco e nunca mais vir à tona.&lt;br /&gt;Você conhece a “Peruana”? Respondi que não em meio às tosses. Eu dou um trago e solto direto na sua boca, assim você faz a cabeça e não vai tossir mais. Quer tentar? Respondi que sim com a cabeça, mesmo sem ter certeza se queria de verdade aquilo. Ela deu um longo trago, levou as mãos em forma de concha a sua boca e encostou na minha. Nossos lábios estavam separados somente pelas suas mãos. Eu podia sentir o seu perfume doce e o ritmo da sua respiração enquanto a fumaça divina adentrava os meus pulmões me trazendo uma sensação de paz absoluta. Aos poucos suas mãos foram desobstruindo o caminho que separava os nossos lábios e o contato foi se transformando em um beijo lento, macio e molhado.&lt;br /&gt;Nossas línguas pareciam intimas, pois se moviam com tamanha sincronia, dançando juntas ao som do jazz. De quando em quando ela mordia de leve o meu lábio e o beijo rasteiro foi ficando mais profundo e agressivo. Acariciei com a ponta dos dedos as suas coxas enquanto ela me alisava as costas por debaixo da camisa. Coloquei a mão lentamente entre as suas pernas que se abriram amigavelmente e então fui me aprofundando até tocar o seu clitóris por cima da calcinha úmida. Ficamos assim por um tempo nos acariciando até que ela me apertou e eu pude sentir um leve tremor de suas pernas. Sua língua nesse momento foi fundo dentro da minha boca, então me abraçou forte com a cabeça encostada no meu ombro. Pareceu adormecer por cinco minutos inteiros.&lt;br /&gt;Depois disso não houve dúvida. Pagamos à conta e pegamos o primeiro táxi com destino ao meu apartamento. Fomos o caminho inteiro nos beijando com fervor. Ela ria e continuava mais empolgada ao notar a expressão de espanto do taxista com cara de judeu.&lt;br /&gt;Nem deu tempo de passar o pega-ladrão na porta e ela já foi me arrancando a camisa. Soltei as chaves no chão e ocupei as minhas mãos com as suas nádegas macias e fartas. Arrancamos mutuamente nossas roupas, sedentos por um contato direto dos corpos. Deitei-a no tapete da sala de estar, lambendo seu pescoço suado e acariciando seu clitóris levemente com o meu pênis. A vontade de consumar o ato perdeu para a curiosidade de explorar o seu corpo milímetro por milímetro, então desci mais e lambi carinhosamente seus seios. Eram perfeitos, cabiam perfeitamente na palma da minha mão. Os mamilos eram pequenos, mas proeminentes. Fartei-me nessa que era a minha parte preferida do seu corpo.&lt;br /&gt;Tive a idéia de experimentar uma técnica oral que desenvolvi com Ângela e que ela ficava louca toda vez que eu a colocava em prática. Então desci lentamente até a sua vagina dando um profundo e molhado beijo de língua, fazendo com que o seu corpo se contorcesse liberando um gemido rouco, depois parti para as periferias, lambendo a virilha, as coxas e a barriga, sempre de tempos em tempos ameaçando um outro beijo profundo em sua vagina. Às vezes encostava minha boca a um centímetro do seu membro e a fazia sentir a minha respiração ofegante a ponto dela implorar por outra chupada, mas a técnica consistia em não ceder a esses apelos até o momento crucial. Então no momento certo enfiei minha língua dentro dela, fazendo-a liberar um gozo pleno. Agora sim, Macgyver tinha o Japão inteiro para explorar à vontade. E assim foi até as cinco da manhã quando pegamos no sono, satisfeitos.&lt;br /&gt;Acordei com a luz do sol no meu rosto. Levantei sem norte, mas logo percebi que estava só. Examinei os outros cômodos para ter certeza e de fato ela já havia partido. No espelho do banheiro encontrei uma mensagem curta escrita com batom vermelho:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Bom dia meu lindo, adorei a noite, mas infelizmente acho que foi a nossa primeira e única juntos. O que fiz com você ontem normalmente faço por dinheiro. Com você foi diferente, mas prefiro não me envolver. Se cuida. Beijos da sua Ângela.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao final da mensagem não sabia se ria ou se chorava. Havia me apaixonado por uma prostituta com o mesmo nome da mulher que eu estava me fodendo pra tirar da cabeça. Ao final das contas acabei trocando uma Ângela por outra. Geralmente costumo ser passivo a essas condições que a vida me impõe e dessa vez não foi diferente. Ao menos me surgiu uma ótima idéia pra o meu próximo conto, onde um “serial killer” estupra e mata mulheres. O curioso é que todas tinham o mesmo nome, Ângela.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;F&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14671561-3690276630637926619?l=alexguterres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alexguterres.blogspot.com/feeds/3690276630637926619/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14671561&amp;postID=3690276630637926619&amp;isPopup=true' title='8 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14671561/posts/default/3690276630637926619'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14671561/posts/default/3690276630637926619'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexguterres.blogspot.com/2007/07/angelas.html' title='Ângela&apos;s'/><author><name>Alexandre Guterres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10347102616411495485</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14671561.post-2482279816114197233</id><published>2007-06-12T09:39:00.000-06:00</published><updated>2007-06-12T09:41:26.484-06:00</updated><title type='text'>Manhã de inseto.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Dizem os livros que todo homem, seja ele cristão ou pagão, possui um lado místico. Eu nunca duvidei disso.&lt;br /&gt;A porta do meu quarto se abriu sozinha. Pela fresta eu podia ver o espelho pendurado, refletindo o verde-lodo do corredor e ao fundo o Picasso na parede da sala. Meus olhos ainda tinham vontade própria e adormecer novamente seria de fato inevitável.&lt;br /&gt;Sonhei com não sei o quê, mas o sentimento de culpa me dizia que não fora um sonho bom. Levantei. O chão estava demasiadamente frio, contrastando com o sol brilhante que invadia toda a casa. Pus os pés no corredor e... Bom dia! Me cortei com um caco de vidro. Um copo quebrado, vestígios da noite passada da qual não me lembro de nada. Caminhei do corredor até o banheiro observando o rastro de sangue vivo. Pensei em não limpar mais. O sangue fresco tem uma coloração única, mas quando seca se torna apenas um tom de vermelho opaco. Morto. Decidi limpar o sangue ainda respirando.&lt;br /&gt;A sala estava em perfeita ordem. O espírito da noite passada estava manso, certamente sedento por repouso e escuridão. Lá fora um som tranqüilo como música clássica. Era a manha do domingo, espalhando o zumbido dos ventos pelo bairro inteiro.&lt;br /&gt;Na geladeira não havia mais do que dois ovos, um copo de leite e um pão árabe gelado. Café da manhã. Completei com um copo d’água e o cigarro de lei. Fumei, observando o comboio de formigas que escalava a imensa pilha de pratos sujos, numa procura nervosa pelos restos de comida.&lt;br /&gt;Odeio insetos.  Certamente o que mais me incomoda nesses pequeninos não é a sua aparência repelente e sim a sua luta incessante por sobrevivência. Enquanto os donos do mundo aqui em cima se matam por um big big, o mundinho lá embaixo parece outro, onde uma pilha de pratos sujos significa uma puta situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Seria um dia incrível, cheio de tempo livre e inspiração. Ah se meu corpo também pensasse assim. Em contato com a luz, minha cabeça latejava e a minha miopia parecia ter aumentado uns três graus.&lt;br /&gt;O caminho de volta ao quarto parecia infinito. Olhei meu corpo nu no espelho e sem roupas eu conseguia a proeza de ficar ainda mais feio.  Pele, ossos e pelos. Uma triste figura.&lt;br /&gt;Novamente o quarto. Apertei o botão vermelho do controle remoto e só. Assisti a mossa do Padre Marcelo, imaginando como seria o domingo de uma formiga escalando uma pilha de pratos sujos. &lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;F&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14671561-2482279816114197233?l=alexguterres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alexguterres.blogspot.com/feeds/2482279816114197233/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14671561&amp;postID=2482279816114197233&amp;isPopup=true' title='8 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14671561/posts/default/2482279816114197233'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14671561/posts/default/2482279816114197233'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexguterres.blogspot.com/2007/06/manh-de-inseto.html' title='Manhã de inseto.'/><author><name>Alexandre Guterres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10347102616411495485</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14671561.post-8390252110945897152</id><published>2007-02-12T12:20:00.000-06:00</published><updated>2007-02-12T12:22:02.481-06:00</updated><title type='text'>O caso do vendedor de feijão.</title><content type='html'>Já faz dois anos desde que a favela do Iraque ganhou o título de vila. A vila do Iraque era diferente das outras vilas por onde Emanuel passava. Ele observava as casas bem pintadas, com jardins floridos e cercadas por muros baixos, que se encontravam na Vila Tamandaré ou na Vila Cardeal e Silva e se perguntava por que na Vila do Iraque não era daquele jeito.&lt;br /&gt;Ele tentava se enganar ao chamar aquele lugar de vila. Na verdade ele sabia que aquilo não passava de um título que um político qualquer deu a comunidade só para ganhar votos. Emanuel era pobre, mas não era burro. Com efeito, não havia vila alguma ali. Barracos, bocas de fumo e pessoas miseráveis, como Emanuel, pintavam a realidade daquela favela.&lt;br /&gt;O barraco onde viviam Emanuel, sua esposa e os dois filhos do casal, Pedrinho, de nove anos e Cecília, com apenas seis meses, era muito pequeno e escuro. Coberto de lona preta, não tinha janelas, só uma portinha estreita que se fechava apenas na hora de dormir. Todos dormiam juntos em finos colchões estendidos sobre o cão de terra batida.&lt;br /&gt;Emanuel não tinha muitas posses, além da TV de quatorze polegadas e um fogãozinho de duas bocas, só lhe restava à velha bicicleta barra circular que lhe servia de transporte para onde quer que ele fosse. Sem emprego, coincidentemente desde quando a favela virou vila, ele acordava sempre às quatro e meia da manhã e seguia, às vezes com Pedrinho, até a Ceasa para comprar feijão verde para vender nos sinais de trânsito.&lt;br /&gt;Antes do feijão verde, Emanuel vendia abacaxi, mas logo percebeu que alguns abacaxis machucavam no caminho e os que sobravam se estragavam com rapidez. Se ele não vendesse todos no mesmo dia, não era possível oferece-los no dia seguinte e, além do mais, ninguém compra abacaxi nos sinais. Os feijões duram mais e quando sobram, vão para a mesa ou podem ser vendidos durante vários dias, sem problemas.&lt;br /&gt;Apesar da brilhante idéia de trocar abacaxi por feijão, Emanuel ainda não tinha sentido o prazer de comprovar a sua teoria. Há dois meses que ele pedalava, da Ceasa até o bairro do Espinheiro com um caixote cheio de feijão verde no bagageiro, parava em um cruzamento na Avenida Rosa e Silva e esperava o lucro chegar.&lt;br /&gt;Gente fina come feijão, mas não o suficiente, na modesta opinião de Emanuel. Ele até mudou de ponto, mas vendeu menos ainda. Voltou para Rosa e silva. Lá pelo menos dava pra tirar o gasto. As sobras alimentavam a família, na falta de coisa melhor.&lt;br /&gt;Às cinco e meia da tarde, Emanuel fechava a banca, era como ele costumava dizer, amarrava o caixote de volta no bagageiro e pedalava até a Vila do Iraque, onde por pior que fosse, encontrava o carinho da esposa e os afagos de Pedrinho e Cecília.&lt;br /&gt;Mais um dia terminava e Emanuel andava preocupado com o futuro dos seus. Pedrinho já deveria estar estudando e Cecília precisava de boa comida para crescer saudável. Pensava ele em visitar algumas oficinas mecânicas, para ver se arranjava algum trabalho que lhe oferecesse um pouco mais de dinheiro e dignidade, mas ele sabia das dificuldades. Parou de estudar na sétima série e os seus quarenta e dois anos já pesavam. Emanuel não era mais um garoto e apesar de ser um ótimo mecânico, não carregava consigo muitas esperanças. Então seguiu da Rosa e Silva até em casa, pensando em um modo de sair do buraco.&lt;br /&gt;Ao chegar perto de casa, Emanuel percebeu uma movimentação estranha entre as pessoas na sua porta. Ele saltou da bicicleta e correu para ver o que era. Quando enfim conseguiu passar pelos curiosos e entrar em casa, viu sua esposa segurando a pequena Cecília, aos prantos, dizendo que ela não respirava mais. Ele então a tomou em seus braços e correu para fora. A velha bicicleta logo se transformou em uma ambulância veloz, com destino ao hospital mais próximo.&lt;br /&gt;Por sorte, a Vila do Iraque ficava bem próxima a um hospital público, chamado popularmente de Pan de Areias. Era o pesadelo de qualquer morador das vilas de verdade e dos conjuntos residenciais da redondeza, mas para Emanuel era a salvação.&lt;br /&gt;Ele entrou correndo, segurando a pequena, fria e pálida nos braços. Logo no primeiro corredor, foi barrado por um segurança, que lhe disse com desdém que ele deveria preencher uma ficha e esperar a sua vez. O pobre homem tentou explicar de todas as maneiras que a menina não tinha muito tempo, mas foi tudo em vão. O segurança continuava irredutível. Emanuel entrou em desespero, correndo de um lado para o outro, aos berros, chamando a atenção de todos. Foi quando saiu de uma das salas uma jovem médica, que se comoveu com o sofrimento daquele pai e pediu que o segurança o deixasse passar. O homem desesperado aliviou-se, entregou a menina aos cuidados da jovem médica e esperou lá fora.&lt;br /&gt;Depois de uma hora e meia de espera, Emanuel foi chamado para entrar na sala, onde sua filha descansava em um leito, com uma mascara de oxigênio que cobria quase todo o seu rostinho. A jovem médica explicou que Cecília teve uma crise muito forte de asma, resultando em uma parada cardio – respiratória, mas passava bem, porém não poderia voltar para casa porque outra crise poderia ser fatal. Emanuel perguntou quando a garotinha poderia voltar. A médica disse que sem um aparelho chamado nebolizador, a menina não poderia voltar pra casa em segurança. Emanuel tinha que conseguir aquele aparelho de qualquer maneira. A jovem medica falou com naturalidade que com quinhentos reais ele poderia comprar um bom nebolizador. Quinhentos reais era uma fortuna! Onde Emanuel conseguiria quinhentos reais?!&lt;br /&gt;Enquanto Cecília dormia, Emanuel segurava a sua mão e rezava, pedindo aos céus uma solução para aquele pesadelo. Ele não dormiu. Pensando, pensando, pensando... Às sete e meia resolveu sair. A esposa devotada tomou o seu lugar ao lado do leito, onde jazia a menina. Emanuel não estava certo de muita coisa, mas sabia que não conseguiria quinhentos reais vendendo feijão. Pedalou sem rumo pela cidade e quando se deu conta, estava ele no cruzamento da Rosa e Silva.&lt;br /&gt;Emanuel observou, com lágrimas nos olhos, as pessoas em seus carros de luxo, cheias de sorrisos e celulares. De repente a tristeza transformou-se e ira. Uma senhora que esperava o sinal fechar para atravessar, olhou para ele com pavor e escondeu a bolsa. Emanuel deixou-se levar pelo ódio, vendo naquela bolsa uma saída para o seu problema e um alívio para a sua revolta. Sem pensar, atirou-se sobre a senhora e tomou-lhe a bolsa. Ela gritou de pânico e ele congelou quando se viu cercado de carros por todos os lados. Correu para dentro de um supermercado cheio de gente, descalço, com uma bolsa de mulher na mão e logo foi interceptado por dois seguranças, que o detiveram com energia e chamaram a polícia.&lt;br /&gt;Emanuel foi posto, como um ladrão, dentro da viatura e logo estava na delegacia, cercado de repórteres famintos por mais uma notícia para o telejornal do meio-dia. Uma das hienas, com um microfone na mão, perguntou por que Emanuel havia roubado a bolsa e ele timidamente contou para as câmeras tudo o que havia passado até ali. O relato de Emanuel, não comoveu ninguém. Ele foi encaminhado ao presídio, acusado formalmente de roubo.&lt;br /&gt;Ao meio-dia, entre tantos outros crimes estava o caso do vendedor de feijão, foi como eles chamaram a historia de Emanuel. Ao fim da matéria, o apresentador do programa, um baixinho, com cara de poucos amigos, deu um conselho muito construtivo para Emanuel, que a essa altura já estava trancafiado em uma das celas imundas e superlotadas do presídio Aníbal Bruno. Dizia mais ou menos assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Meu filho, por que você não pediu dinheiro a alguém? Por que não continuou vendendo seu feijãozinho? Roubar não vai resolver o seu problema, meu filho! Eu espero sinceramente que você, quando sair do presídio, não invente de se vingar. Não se revolte não, meu filho, que isso só vai ser pior pra você...”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certamente Emanuel não assistiu ao noticiário e não ouviu as sábias palavras do apresentador, mas ele sabe muito bem que não existe só uma vítima no caso do vendedor de feijão. Ele sabe muito bem onde estão os verdadeiros ladrões, que não pensam duas vezes antes de roubar a esperança de pessoas que possuem o dom de sorrir, mesmo quando não há mais o que esperar. Um dia eles transformarão aquela vila em um bairro, porque um título é muito fácil de ser mudado, difícil mesmo é mudar uma realidade.&lt;br /&gt;Emanuel era pobre, mas não era burro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;F&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14671561-8390252110945897152?l=alexguterres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alexguterres.blogspot.com/feeds/8390252110945897152/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14671561&amp;postID=8390252110945897152&amp;isPopup=true' title='10 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14671561/posts/default/8390252110945897152'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14671561/posts/default/8390252110945897152'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexguterres.blogspot.com/2007/02/o-caso-do-vendedo-de-feijo.html' title='O caso do vendedor de feijão.'/><author><name>Alexandre Guterres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10347102616411495485</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14671561.post-116963078915512275</id><published>2007-01-24T03:25:00.000-06:00</published><updated>2007-01-24T03:26:29.170-06:00</updated><title type='text'>Olhos estranhos</title><content type='html'>Valdemar parou em uma barraca de coco, de fronte a casa da cultura. Ainda eram 4:15 e ele não tinha pressa de chegar em casa naquele dia.&lt;br /&gt;O Recife se apresentava bem vestido naquela tarde de Janeiro; de céu azul e brisa fresca, que em dias raros como aquele não se podia perder a chance de contemplar.&lt;br /&gt;Valdemar caminhou até o pátio centenário e sentou-se em um banco vazio, com vista privilegiada para a Estação central. Era bonita de se ver. Por entre as árvores se via a cúpula proeminente no teto e nas extremidades os gigantescos gárgulas, esculpidos em metal com muito esmero. &lt;br /&gt; O tempo parecia parado enquanto ele apreciava tão bela arquitetura e a certeza lhe caiu sobre o colo quando reparou no relógio da fachada e lá viu: 4:15. Valdemar admirou-se, desta vez mais do que quando só admirava, mas o que se há de fazer? Era só um relógio parado numa hora particularmente familiar.&lt;br /&gt;Então esqueceu-se do tempo e decidiu olhar em volta, mas não foi preciso ir muito longe com seus olhos para outra vez admirar. Sentada num outro banco, ali adiante, estava ela. De pele branca e vestido lilás; De olhos azuis e cabelos longos e louros. Belíssima, tomando um coco.&lt;br /&gt;Perdido em pensamentos, Valdemar se encheu de encanto e de interrogações. Perguntou-se diversas coisas, curioso por saber seu nome, de onde vinha, se já havia amado alguma vez e até se era ela de fato brasileira. Pois a moça levava consigo um ar, digamos, estrangeiro, principalmente em seu modo de olhar para as coisas.&lt;br /&gt;Ainda as 4:15, no relógio da estação, a moça o fitou com aqueles olhos estranhos, levantou-se e seguiu, a caminho do metrô. Valdemar, hipnotizado, levantou-se logo e seguiu os passos pequeninos da mocinha de lilás.&lt;br /&gt;Quando se deu conta, ele já havia passado a roleta e estava subindo as escadas, de encontro à plataforma. Ela seguia, a passos curtos, bem a sua frente e ele, a cada passo dela, sentia-se mais seguro em prosseguir.&lt;br /&gt;  Enquanto esperava o trem, Valdemar preferiu ser discreto. Tímido que era camuflou-se entre as pessoas e manteve-se distante, mas sem perdê-la de vista. Por mais que se escondesse a mocinha sempre o encontrava com o olhar e isso o fazia sentir um misto de prazer e de medo.&lt;br /&gt;O trem alinhou-se na estação e os vagões abriram suas portas. Valdemar estava parado no fim da plataforma, mais perto do último vagão, onde sempre entrava menos gente. Ele a viu entrar e só depois embarcou também, junto com meia dúzia de pessoas as quais ele nem enxergava.&lt;br /&gt;O vagão não ficou cheio, agora ficava mais difícil camuflar-se. Ela já havia escolhido uma cadeira na janela e ele escolheu um lugar que lhe parecia estratégico. De onde estava podia observa-la fingindo olhar a paisagem que passava do lado de fora. Paisagem esta que em dias comuns já não lhe enchia os olhos e hoje, menos ainda. &lt;br /&gt;O trem seguia a toda, cruzando o subúrbio recifense. Valdemar fitava a mocinha, que mirava seus olhos estranhos para fora da janela, parecendo fotografar tudo o que passava por ela. &lt;br /&gt;Valdemar penetrava cada vez mais naquele olhar e de tanto penetrar, viu-se como parte dele. Imaginou-se caminhando ao lado daquela pequena e sentiu-se até bem feliz ao ver que aqueles olhos também olhavam pra ele.&lt;br /&gt;O mundo parou. O trem também. O maquinista anunciou a chegada na estação Ipiranga e acordou Valdemar de seu devaneio encantado. Ele voltou seus olhos novamente para onde não deveria ter desviado e ela continuava lá. Então a viagem prosseguiu e ele voltou a contemplar aquela beleza. Em nenhum momento Valdemar refletiu sobre o destino daquela viagem, ele apenas seguiu, como um trem desgovernado, com destino a lugar nenhum.&lt;br /&gt;O medo não habitava mais o seu coração, sentia-se satisfeito em apenas olha-la e isso era o máximo que poderia sentir.&lt;br /&gt;Novamente o trem parou. Veio o anuncio da estação de Sta. Luzia. As portas se abriram e a mocinha levantou-se delicadamente. Valdemar foi tomado pelo pânico, ele não sabia se seguia com ela ainda mais além ou se retornava satisfeito, com as lembranças da mocinha de lilás. Ela passou e lhe olhou nos olhos, como se fosse um sinal e como se não fosse o bastante, revelou a flor do seu sorriso.&lt;br /&gt;Valdemar extasiou-se e só voltou a si quando viu as portas do vagão fechando-se, a fim de seguir viagem. Ele saltou atordoado e se deparou com a multidão frenética que descia a escadaria de encontro à rua. Sem pensar, ele desceu as escadas esbarrando nas outras pessoas que seguiam alheias ao seu drama.&lt;br /&gt;De nada adiantou a pressa em chegar até a rua. Valdemar caiu de joelhos na calçada, se perguntando como aquela mocinha de passos curtos pode sumir diante dos seus olhos com tamanha destreza. Desolado, caminhou penosamente até o outro lado da estação, sentindo um vazio inexplicável em seu peito. O jeito agora era tomar o caminho de volta e pensar com força em sua pequena de olhos estranhos.  &lt;br /&gt;Não eram mais 4:15. A noite tingia o céu de negro e o recife já não estava mais tão bem vestido, quando no horizonte surgiram os faróis do trem que o levaria de volta à estação central. Valdemar agora só aguardava a hora da partida. Uma lágrima escorreu em seu rosto pálido e antes do trem completar o seu destino, Valdemar decidiu o seu. Deixou-se cair sobre os trilhos e esperou a sua vida se esvair. Como Ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao invés da dor, só a escuridão. Valdemar não entendeu muito bem o desfecho de sua estória. Sentia-se vivo, porém paralisado e cego. Tentou mover-se sem sucesso. Tentou abrir seus olhos, também em vão. Em fim, para sua surpresa, acordou no meio da praça Maciel Pinheiro, sentado no chão, em frente ao chafariz, vestido em farrapos e morto de fome.&lt;br /&gt;O mendigo bestificou-se com o seu sonho. Isso mesmo, mendigo. Essa era a realidade depois de todo o torpor. Segurando em sua mão estava Ela. A mocinha de lilás tinha os mesmos olhos, mas ao invés do belo vestido e dos cabelos louros ao vento, ela trajava o hábito negro de freira e dizia ao mendigo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Deus te proteja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só isso foi dito e o mendigo Valdemar entendeu tudo. A freira de olhos estranhos cruzou a rua e se foi, sentido Boa Vista. &lt;br /&gt;Ele chorou porque sonhou o impossível e jurou nunca mais amar outra pessoa. Nem mesmo em sonhos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;F&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14671561-116963078915512275?l=alexguterres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alexguterres.blogspot.com/feeds/116963078915512275/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14671561&amp;postID=116963078915512275&amp;isPopup=true' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14671561/posts/default/116963078915512275'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14671561/posts/default/116963078915512275'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexguterres.blogspot.com/2007/01/olhos-estranhos.html' title='Olhos estranhos'/><author><name>Alexandre Guterres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10347102616411495485</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14671561.post-116200418413265763</id><published>2006-10-27T20:54:00.000-06:00</published><updated>2006-10-27T21:00:39.633-06:00</updated><title type='text'>Revoada.</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;P&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;apai não era um homem de posses. Era um tipo clássico e ao mesmo tempo banal, daqueles que você quando vê, pensa: “Acho que já vi esse senhor antes... Não, não, nunca vi um velho como esse em toda a minha vida!”.&lt;br /&gt;O velho Gregório de Matos Guerra, sim, como o poeta, que ao contrario do sátiro barroco, não carregava consigo poesia alguma... Aparentemente. “Carpinteiro, com muito orgulho!”, costumava dizer quando lhe perguntavam a profissão. Orgulho esse, que vinha da fé em Jesus Cristo e do amor imperecível pelas formas.&lt;br /&gt;Morávamos em bezerros, no interior de Pernambuco. Cidade pacata e acolhedora, que presenteava seus habitantes com um céu azul, como só lá e uma brisa fresca que varava a madrugada até de manhãzinha.&lt;br /&gt;O meu dia preferido em Bezerros era o domingo. Era o dia em que papai saia da cadeira de balanço, fazia a barba por completa, vestia seu terno branco (ele só usava branco) e ia ao mercado da cidade, comigo de um lado e a gaiola do outro.&lt;br /&gt;Nela vivia O Canário, era assim mesmo que o velho chamava aquele passarinho, que na gaiola só parecia um passarinho, mas quando solto no terreiro de briga não perdia pra nenhum! Seu Gregório era conhecido em Bezerros como o velho que trocava canários de briga por cavalos, e não era boato não. Muitas vezes papai saia de casa a pé e voltava montado num alazão.&lt;br /&gt;Eu cresci como espectador atencioso da simplória vida de meu pai. Com o tempo percebi que não eram só canários de briga. Quando se é menino não tem diferença, não tem canário nem pardal... Tudo é passarinho! Os anos passaram e na varanda de casa todo dia tinha um novo: Bem-te-vi, patativa, azulão, beija-flor... Os passarinhos mudavam, mas O Canário ele não se desfazia por nada nesse mundo. Era pra ele como eu. Como um filho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;D&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;omingo, 24 de outubro de 78. Domingo como os outros, de céu azul e brisa de manhãzinha. Naquele dia os passarinhos pareciam ter saído em revoada, não havia aquela cantoria que me acordava todos os dias, sempre na mesma hora. Eles notaram antes de mim, que naquele domingo papai não se levantou da cadeira de balanço para se barbear e também não vestiu aquele seu terno branco. Aquele não era dia de ir à praça ver O Canário brigar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nunca mais foi...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;F&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14671561-116200418413265763?l=alexguterres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alexguterres.blogspot.com/feeds/116200418413265763/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14671561&amp;postID=116200418413265763&amp;isPopup=true' title='11 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14671561/posts/default/116200418413265763'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14671561/posts/default/116200418413265763'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexguterres.blogspot.com/2006/10/revoada.html' title='Revoada.'/><author><name>Alexandre Guterres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10347102616411495485</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14671561.post-115877710656475350</id><published>2006-09-20T12:29:00.000-06:00</published><updated>2006-09-22T17:17:38.150-06:00</updated><title type='text'>ÍRIS.</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;Í&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;ris acreditava em reencarnação. Quando era ainda criança, seus pais passavam as férias num sítio no interior. Em suas nítidas lembranças, ela conseguia reconstruir as imagens, os sons e os seus cheiros favoritos deste lugar.&lt;br /&gt;Filha única e de família grande, mas distante, Íris passava seus meses de férias praticamente sozinha, compartilhando suas dúvidas, seus desejos e se divertindo a valer com os cavalos, patos e leitõezinhos, que ela amava tanto.&lt;br /&gt;Todas as manhãs Íris caminhava até os limites do sítio, de encontro às margens de um rio que cortava o terreno, sempre acompanhada por sua babá e por Pink, uma porquinha rosada que era o seu bichinho predileto, entre tantos que haviam lá. Era incrível a paixão da Pink pelo rio e de Íris pela Pink.&lt;br /&gt;Numa dessas manhãs de sol ameno, dessas perfeitas para respirar o ar puro do campo, Íris tomou coragem para entrar no rio pela primeira vez, para acompanhar sua porquinha numa divertida brincadeira na água. Madalena, a babá, mesmo muito receosa, não resistiu por muito tempo aos pedidos chorosos da menina Íris e concedeu-lhe o direito de entrar no rio, desde que não saísse de perto da margem. A garotinha pulou nos braços da babá com um sorriso grato no rosto e logo estavam ela e Pink dentro d’água.&lt;br /&gt;Madalena logo se sentiu segura, vendo que a garota nadava muito bem e lhe obedecia ao não sair da beira do rio. A água estava tranqüila e realmente não havia muito que temer. Deitou-se em uma enorme rocha na margem e de lá podia vigiar a pequena Íris, nadando feliz...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;M&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;adalena acordou sobre-saltada com os gritos de Íris. Procurou-a com os olhos, mas não conseguiu vê-la. Gritou desesperada por socorro quando pensou que a menina poderia ter se afogado, mas não ouviu nenhuma resposta ao apelo. O fato era que, se Íris ainda estivesse viva, dispunha de pouco tempo e ela, mesmo sem saber nadar, tinha que entrar no rio e tentar tirar a garotinha de lá o mais rápido possível.&lt;br /&gt;Sem pensar, a babá jogou-se do rochedo e caiu nas águas escuras do rio sem se desfazer do seu longo vestido. Ao cair na água, sentiu o frio do pânico quando procurou o chão e não o achou. Moveu os braços e pernas com força e o mais rápido que pôde. Sedenta por um trago de ar.&lt;br /&gt;A pobre madalena foi infeliz ao se jogar numa parte muito profunda do rio. Ainda conseguiu subir para respirar três ou quatro vezes, depois desistiu de viver.&lt;br /&gt;Na outra margem, assistia á cena na sombra de uma mangueira a porquinha Pink no auge da sua irracionalidade...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;F&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14671561-115877710656475350?l=alexguterres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alexguterres.blogspot.com/feeds/115877710656475350/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14671561&amp;postID=115877710656475350&amp;isPopup=true' title='7 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14671561/posts/default/115877710656475350'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14671561/posts/default/115877710656475350'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexguterres.blogspot.com/2006/09/ris.html' title='ÍRIS.'/><author><name>Alexandre Guterres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10347102616411495485</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14671561.post-115818929710268999</id><published>2006-09-13T17:12:00.000-06:00</published><updated>2006-09-13T17:24:02.496-06:00</updated><title type='text'>O céu da tarde...</title><content type='html'>Agora com a chuva fina que não ofusca o crepúsculo, chego a fatal conclusão de que não sou um homem de sorte...&lt;br /&gt;Mesmo contrariando a minha sensata consciência, comunico para mim mesmo de tal fato.&lt;br /&gt;A minha vista da janela não parece mais a mesma...&lt;br /&gt;Tudo agora se desbota, sem que eu possa controlar o rumo de meus olhos,&lt;br /&gt;A hora que imaginei tardar, aparentemente abraçou-me antes do esperado e o meu dia agora se enche de amanhãs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fascinei-me pelos teus sonhos e fiz-me parte deles, mesmo sem saber se possuo o dom da metamorfose.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veremos juntos o que será do outro dia, após o outro dia...&lt;br /&gt;Relembraremos o ontem e o antigamente,&lt;br /&gt;Chamaremos o hoje de “nosso tempo”&lt;br /&gt;E talvez um dia dormiremos sorrindo, com a sensação de que não estamos sós...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sorte não é amiga do homem, mesmo quando aparenta ser.&lt;br /&gt;Tive sorte hoje, e amanhã me lanço aos braços dela, talvez por covardia, por que não me sinto capaz de fazer tudo sozinho...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Ou talvez pelo simples fato de que para todo homem se destine um pedaço de céu...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;F&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14671561-115818929710268999?l=alexguterres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alexguterres.blogspot.com/feeds/115818929710268999/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14671561&amp;postID=115818929710268999&amp;isPopup=true' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14671561/posts/default/115818929710268999'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14671561/posts/default/115818929710268999'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexguterres.blogspot.com/2006/09/o-cu-da-tarde.html' title='O céu da tarde...'/><author><name>Alexandre Guterres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10347102616411495485</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14671561.post-115522540802062103</id><published>2006-08-10T09:45:00.000-06:00</published><updated>2006-08-12T17:34:28.863-06:00</updated><title type='text'>Em off.</title><content type='html'>Pensei ter dito que minhas palavras não mais me convinham,&lt;br /&gt;Estava certo de ter desferido o mais preciso tiro em mim mesmo,&lt;br /&gt;Mas não, apenas solucei e cai novamente...&lt;br /&gt;Sobre os manuscritos que denunciavam a atual situação,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você me pediu mais um quarto de hora, eu te dei...&lt;br /&gt;Pediu-me também que guardasse as denuncias para uma ocasião mais adequada,&lt;br /&gt;Na qual seriamos devidamente recompensados por nossas preces...&lt;br /&gt;Duvido que esse amor possa quebrar o poema reto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ponto final! E você ainda me estende a mão?&lt;br /&gt;Com essa falsa tortura no olhar, como se quisesse esquecer o texto...&lt;br /&gt;Dê-me a deixa na hora exata e então veremos quem ganha o Oscar,&lt;br /&gt;Veremos de que tipo de afeto você precisa, veremos tudo na Tv!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quem disser que não falo mais de anjos que atire a primeira praga!&lt;br /&gt;Pois os anjos ainda me atormentam e as palavras estão, por hora, ditas...&lt;br /&gt;Agora me dispo de palavras e letras, de som e imagem...&lt;br /&gt;Sou apenas a cena excluída daquele filme mudo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;F&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14671561-115522540802062103?l=alexguterres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alexguterres.blogspot.com/feeds/115522540802062103/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14671561&amp;postID=115522540802062103&amp;isPopup=true' title='6 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14671561/posts/default/115522540802062103'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14671561/posts/default/115522540802062103'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexguterres.blogspot.com/2006/08/em-off.html' title='Em off.'/><author><name>Alexandre Guterres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10347102616411495485</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14671561.post-114706028205697806</id><published>2006-05-07T21:49:00.000-06:00</published><updated>2006-05-07T21:51:22.083-06:00</updated><title type='text'>O time do coração.</title><content type='html'>Quando entrou no metrô perecia transtornado, com as feições rígidas, aparentando tamanha preocupação. Nas mãos tremulas carregava um livreto de capa branca, era um manual de vendas de seguros, com um pequeno adesivo do escudo do seu time do coração.&lt;br /&gt;Logo que encontrou um lugar vago, apressou-se em sentar, afrouxou o nó da gravata listrada em preto branco e vermelho, enxugou o suor que escorria em abundância de sua cabeça, já sem quase nenhum fio de cabelo, até o queixo com um lenço amarelado e velho que tirou do bolso do palitó e bufou.&lt;br /&gt;Ernesto não estava nada bem naquela manhã, o clima quente e abafado do metrô estava o sufocando. A sua vontade era chegar o quanto antes na estação central e sair correndo (como se os seus cento e quatro quilos permitisse tal ato) de encontro à primeira banca de revistas que encontrasse.&lt;br /&gt;Ao seu lado estava sentado um senhor com os seus sessenta e tantos anos, mas sobre este não vale a pena entrar em detalhes, pois logo se levantou e desembarcou na estação coqueiral. Este acento ficou vago por pouco tempo. Instantes depois sentou-se neste, um rapazote negro, baixinho e forte, com os cabelos crespos pintados de amarelo oxigenado, usava também um cavanhaque fino e tinha nas mãos um pequeno radio de pinhas no qual Ernesto ouvia disfarçadamente as notícias matinais, fingindo ler o seu manual de vendas. Suas mãos tremiam cada vez mais a cada manchete. Engoliu seco quando o locutor, que tinha uma voz feroz e rouca, anunciar que logos após o intervalo comercial começaria o programa “As boas do esporte”.&lt;br /&gt;Durante esse tempo roeu todas as unhas das mãos, contou quantos postes haviam entre a estação Werneck e a estação Santa Luzia, por fim virou-se lentamente, com ar preguiçoso e um sorriso desconcertado a fim de puxar assunto com o baixinho:&lt;br /&gt;_ Deveriam por ar condicionado em todos os metrôs que circulam, não? _ Indagou ele despindo o palitó marrom e colocando-o por cima da maleta que estava logo ao lado do seu acento, no chão. O baixinho olhou-o franzindo a testa e limitou-se em concordar com a cabeça.&lt;br /&gt;_ Desculpa, mas... Você sabe o resultado do jogo do Santa Cruz contra a equipe do Flamengo? _ Ernesto não se conteve e a espera de uma resposta apertou as mãos com força, amassando o seu manual de vendas.&lt;br /&gt;_ Não sei não ó... Acho que daqui a pouco vai dar no radio moço. _ Ele agradeceu essa inútil informação que o baixinho lhe dera com um sorrisinho sem graça, mais desconcertado do que o primeiro.&lt;br /&gt;Os dois minutos de intervalo pareciam para Ernesto uma vida inteira se distraiu um pouco e voltou a si quando sentiu um a pontada aguda no dedo anelar da mão esquerda. Olhou para a aliança grossa e dourada, lhe veio à vaga imagem de Amália, sua esposa... Notou estar suando frio e empalideceu visivelmente ao ponto de chamar a atenção de outros passageiros ao seu redor, que o olhavam com espanto e curiosidade. Notando os olhares em sua direção, tentou mais uma vez disfarçar o que sentia, olhou para o relógio e já era quase sete... “Minha nossa, se eu não me controlar meu coração saltará pela boca e vai cair bem no colo dessa velha!” Pensou, apertando o livreto todo amassado contra o peito e olhando envergonhadamente para a velhinha com cara de beata que estava sentada em sua frente...&lt;br /&gt;_ Finalmente! _ Exclamou ele, em voz quase alta. O baixinho virou em sua direção meio assustado, segurando o radinho com as duas mãos.&lt;br /&gt;_ Finalmente... Estamos quase na estação central he he... _ Tentou, sem sucesso, remediar aquele ataque súbito de euforia.&lt;br /&gt;Na verdade esse salto emocional se deu quando Ernesto ouviu a voz rouca do locutor dando início ás notícias esportivas.&lt;br /&gt;“Caros amigos da rádio RÓDIA, 314 AM”! Estamos começando nessa quarta-feira, três de maio de mil novecentos e oitenta e oito, o meu, o seu, o nosso programa... As boas do esporte!! E para começar, iremos dar todos os detalhes do fiasco, é isso mesmo, meus amigos, fiasco da noite de ontem, onde a equipe do Santa Cruz entregou de mãos beijadas o que poderia ser o primeiro título nacional de uma equipe pernambucana na história!!&lt;br /&gt;O jogo, se é que podemos chamar de jogo, amigos, aconteceu ontem à noite no estádio do Arruda contra a equipe do Flamengo, do Rio de Janeiro e tudo indica que o título foi comprado! O resultado da partida foi de 7 x 0, com dois gols-contra e outros lances extremamente duvidosos...”.&lt;br /&gt;Ernesto quis levantar-se, percebeu no ato que “As boas do esporte”, para ele não seriam nada boas, porém o que poderia ele fazer? Saltar do veiculo em movimento? Tomar o rádio das mãos do baixinho e espatifa-lo no chão? Continuou lá, inerte, enquanto o locutor, fora de si, contava os pormenores do fiasco do seu time do coração.&lt;br /&gt;“Isso é uma vergonha, camaradas tricolores”! Um clube com a tradição e o prestígio que possui o Santa Cruz futebol clube, se deixar corromper dessa maneira tão explicita?! É, meus amigos, esse jogo só pode ter sido um arrumadinho mesmo! Uma grande marmelada...”.&lt;br /&gt;Ernesto não acreditava em seus ouvidos, “esse locutor só poder ter enlouquecido!” Pensava consigo. Era como se a paixão da sua vida tivesse o abandonado. Ele sentia a cabeça girar cada vez mais forte a cada grito rouco de indignação do exaltado locutor, até que chegou ao ponto de não entender mais nada daquilo. Para o caro leitor isso pode ser uma grande besteira, mas para Ernesto, para Ernesto isso era motivo de morte!&lt;br /&gt;  Entrou numa espécie de transe e só voltou a si quando foi anunciada a chegada do metrô na estação central. Ernesto ainda ficou sentado ali durante algum tempo, até que todos os passageiros desocupassem o vagão. O baixinho notando o transtorno do companheiro olhou-o com um olhar resignado e, sem poder fazer nada, deu-lhe um tapinha nas costas e saiu.&lt;br /&gt;O pobre homem levantou-se lentamente, apanhou a maleta e o palitó e se dirigiu em direção a saída principal de estação. Caminhou cerca de vinte metros quando sentiu uma dor avassaladora no peito e o seu braço esquerdo adormeceu por completo. Estava a menos de cinqüenta metros da rua e foi forte o suficiente para caminhar penosamente até lá, mas não mais do que isso. Tombou, já de olhos fechados pela escadaria de acesso a rua e caiu debruçado no meio da calçada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ernesto enfartou... Ernesto morreu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;F&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14671561-114706028205697806?l=alexguterres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alexguterres.blogspot.com/feeds/114706028205697806/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14671561&amp;postID=114706028205697806&amp;isPopup=true' title='7 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14671561/posts/default/114706028205697806'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14671561/posts/default/114706028205697806'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexguterres.blogspot.com/2006/05/o-time-do-corao.html' title='O time do coração.'/><author><name>Alexandre Guterres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10347102616411495485</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14671561.post-114402336542339598</id><published>2006-04-02T18:12:00.000-06:00</published><updated>2006-04-02T18:17:15.576-06:00</updated><title type='text'>A estranha amante...</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4398/1335/1600/eu%202.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4398/1335/320/eu%202.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: normal; mso-bidi-font-weight: bold"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Anna Rosa costumava bater na porta do meu quarto sempre ás oito horas, todos os dias, para me trazer pão, acompanhado sempre de uma xícara de café quente, às vezes com leite. Eu gosto de leite.&lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: normal; mso-bidi-font-weight: bold"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Naquele dia demasiado lento não foi diferente, porém me olhava com ar de susto ou cautela, era uma questão de ângulo... Olhou discretamente para o casaco que eu usara na noite passada, sujo de terra, jogado por cima do abajur ainda aceso. Lembro-me também que minha irmã suspirou, com o dedo tapando os lábios, indagando algo para si mesma para depois perguntar-me, mas preferiu calar e sair deixando a porta entreaberta.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: normal; mso-bidi-font-weight: bold"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Nunca entendi porque o dialogo entre irmãos é tão difícil. Não sei se é só comigo, mas nunca me acostumei com o sentimento de conviver com uma estranha amante, que me conforta com os olhos e me critica implacavelmente a todo o momento. Anna, como eu, sempre guardou consigo todos os seus sentimentos e acho sinceramente que nunca vou saber ao certo o que realmente sentimos um pelo outro. Prefiro também calar- me, deixando a porta de nossas vidas sempre entreaberta...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;F&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14671561-114402336542339598?l=alexguterres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alexguterres.blogspot.com/feeds/114402336542339598/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14671561&amp;postID=114402336542339598&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14671561/posts/default/114402336542339598'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14671561/posts/default/114402336542339598'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexguterres.blogspot.com/2006/04/estranha-amante.html' title='A estranha amante...'/><author><name>Alexandre Guterres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10347102616411495485</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14671561.post-114066552747143022</id><published>2006-02-22T21:30:00.000-06:00</published><updated>2006-02-23T10:00:49.283-06:00</updated><title type='text'>Sétima simphonia</title><content type='html'>Confesso que quando a tarde se fez presente pensei em suicídio, era a mamãe que me invadira os pensamentos, reclamando da música triste que estava tocando ao piano, nunca achei a sétima fúnebre, mas ela não era a única a retrucar dessa minha mania de sempre tocar a mesma música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuei e fiz de suas lamúrias um plano de fundo para a sinfonia, o curioso é que ela cantava os seus lamentos de forma melodiosa, como se sofrimento exigisse de fato um tom “especial”...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;F&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14671561-114066552747143022?l=alexguterres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alexguterres.blogspot.com/feeds/114066552747143022/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14671561&amp;postID=114066552747143022&amp;isPopup=true' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14671561/posts/default/114066552747143022'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14671561/posts/default/114066552747143022'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexguterres.blogspot.com/2006/02/stima-simphonia.html' title='Sétima simphonia'/><author><name>Alexandre Guterres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10347102616411495485</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14671561.post-113986928395972535</id><published>2006-02-13T16:17:00.000-06:00</published><updated>2006-02-13T16:21:24.186-06:00</updated><title type='text'>A violência sem a palavra “sangue”</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4398/1335/1600/ouro%20e%20lata.0.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4398/1335/400/ouro%20e%20lata.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquela noite não havia lua, nem um instinto prévio que me fizesse caminhar por aquelas ruas escuras. Não estava frio, o meu corpo, porém o hálito gélido que exalava das sarjetas me remetiam aos lúgubres jardins por onde andara em episódios remotos de minha jornada falsa.&lt;br /&gt;Meus conflitos inevitáveis e minhas respostas nada conclusivas me enchiam ainda mais de curiosidade, por isso ainda estava lá. Procurando pelo amigo inesperado ou pela bela dama dos meus sonhos. Não era evidente a minha tortura, pelo contrário, me fazia passar despercebido por entre os cavalheiros e seus chapéus, pelas senhoras e pelos garotos que não notavam o iminente silêncio que as esquinas negras emanavam.&lt;br /&gt;Sabia eu ter sido alvo de acusações infundadas e teria que pagar o preço por não ter sido sagaz o suficiente para me esquivar de todo aquele veneno. Prometi não olhar para tras, pois suspeitei estar sendo perseguido. Continuei e depois de certo tempo não tinha mais idéia de onde estava. Tudo estava fora de ordem, meus jornais e diários não eram mais só meus e minhas palavras agora eram o motivo principal de minha desventura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pego-me surpreso com a claridade em meu rosto, atordoado como quem acorda de um sonho, na rua agora clara. No chão mesmo. O velho faminto, com suas luvas encardidas me olha e estende a mão. Reticente.&lt;br /&gt;Logo que me pus de pé, torno a cair na inevitável duvida: delírio ou verdade? Minha mente só pedia o negro e a vergonha me furava os calcanhares. Enclausurei-me aflito no escuro de meu quarto a fim de cavar ainda mais fundo para que ninguém mais encontrasse.&lt;br /&gt;Por muitos dias eu fiquei pensando, procurando a melhor saída para que esse golpe me doesse menos, travestido meus medos e relevando as evidências mais claras do meu suposto erro. Eu não aceitava a idéia de que essa balburdia que me irrompeu a rotina pudesse em fim delatar a minha contida nobreza e corria agora contra o tempo, que sempre tive como mais terno amigo.&lt;br /&gt;Caminhando com a culpa nos braços, pelas mesmas ruas de outrora, mas agora severamente notado por aqueles por quem passei despercebido na noite anterior. Seria eu o verdadeiro culpado dessa barbárie infundadamente atirada sobre meus ombros? Como poderia eu, tão jovem ter caído nos braços desse demônio chamado amor?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;F&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14671561-113986928395972535?l=alexguterres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alexguterres.blogspot.com/feeds/113986928395972535/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14671561&amp;postID=113986928395972535&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14671561/posts/default/113986928395972535'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14671561/posts/default/113986928395972535'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexguterres.blogspot.com/2006/02/violncia-sem-palavra-sangue.html' title='A violência sem a palavra “sangue”'/><author><name>Alexandre Guterres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10347102616411495485</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14671561.post-113810796524217864</id><published>2006-01-24T06:57:00.000-06:00</published><updated>2006-01-24T07:06:05.256-06:00</updated><title type='text'>Depoimento.</title><content type='html'>Ébrio... E no silêncio dos teus dedos me faço em paz,&lt;br /&gt;E no escuro desses medos te mostro em nuvens o segredo de ser assim...&lt;br /&gt;Hoje lembrei-me da pintura negra que vislumbramos em noite de janeiro sem luar,&lt;br /&gt;E o instrumento que um dia tocou o amor agora pinta os mundos de nos dois...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha pequena pensante,&lt;br /&gt;Fada que canta o fado,&lt;br /&gt;E me espanta a tristeza...&lt;br /&gt;A aniagem que não me serve mais, agora bóia livre,&lt;br /&gt;De encontro ao nada azul...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veterana de cores, azul verde e vermelho,&lt;br /&gt;Como se me olhasse à alma em tua alma...&lt;br /&gt;Um espelho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;F&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14671561-113810796524217864?l=alexguterres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alexguterres.blogspot.com/feeds/113810796524217864/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14671561&amp;postID=113810796524217864&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14671561/posts/default/113810796524217864'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14671561/posts/default/113810796524217864'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexguterres.blogspot.com/2006/01/depoimento.html' title='Depoimento.'/><author><name>Alexandre Guterres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10347102616411495485</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14671561.post-113020419459861482</id><published>2005-10-24T19:32:00.000-06:00</published><updated>2005-10-24T19:38:19.580-06:00</updated><title type='text'>Meu crepúsculo</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4398/1335/1600/oceano2.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4398/1335/320/oceano2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;M&lt;/span&gt;eu doce por do sol, por que somos tão melancólicos?&lt;br /&gt;Será mesmo tristeza que nos toma e destrói sem perdão?&lt;br /&gt;Carrego a culpa e a preguiça sob meus ombros...&lt;br /&gt;Meu doce por do sol, permita-me chorar apenas uma vez...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por traz dessa mascara sem expressão, existe um ser humano,&lt;br /&gt;Que tenta todos os dias, olhar para os lados e achar um caminho...&lt;br /&gt;Mas as paredes de vento não se dissolvem com o tempo,&lt;br /&gt;Meu doce por do sol, quanto tempo eu esperei?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pressinto que os dias serão mais cruéis conosco...&lt;br /&gt;... Agora que tomei a decisão de partir...&lt;br /&gt;Irei sem chorar, meu doce por do sol,&lt;br /&gt;Não porque sou forte, e sim porque não sei sentir mais nada,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tocarei a tua face um dia, se um dia te encontrar novamente,&lt;br /&gt;Não te farei promessas felizes, como nunca te fiz antes...&lt;br /&gt;Mas, quem sabe, uma suposta paz não está por vir?&lt;br /&gt;Adeus, amado por do sol, morro contigo, mas não volto ao alvorecer...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;F&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14671561-113020419459861482?l=alexguterres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alexguterres.blogspot.com/feeds/113020419459861482/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14671561&amp;postID=113020419459861482&amp;isPopup=true' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14671561/posts/default/113020419459861482'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14671561/posts/default/113020419459861482'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexguterres.blogspot.com/2005/10/meu-crepsculo.html' title='Meu crepúsculo'/><author><name>Alexandre Guterres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10347102616411495485</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14671561.post-113010450457733972</id><published>2005-10-23T15:49:00.000-06:00</published><updated>2005-10-23T15:55:04.593-06:00</updated><title type='text'>Ampulheta.</title><content type='html'>O meu velho pai nunca tinha visto a luz do sol, vida sem luz, perdido em pensamentos.&lt;br /&gt;Não sei o verdadeiro motivo de sua morte, morreu com um semblante sorridente, como se a vida lhe tivesse valido, como se todo o seu sofrimento estivesse sido recompensado por um gesto seu.&lt;br /&gt;_Lucile! Traga-me o tão estimado artefato.&lt;br /&gt;_Ele chamou este objeto de “Ampulheta”, para ti pode não significar nada, caro Hermes, mas esta ampulheta era a única obra de que ele se orgulhava. Parece-me um artefato de arte, mas ele me dizia que com este objeto estranho, poderíamos aprisionar um espírito mágico que seria o ícone de todas as coisas boas e ruins que o nosso mundo haveria de passar.&lt;br /&gt;“Hermes achou o discurso do amigo Tales um tanto quanto exagerado, com requintes de misticismo, vanglória ao falecido pai e religiosidade." Ao mesmo tempo observava atento a tão estimada &lt;em&gt;Ampulheta.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Hermes “não via sentido algum em um recipiente de vidro, afunilado no centro, contendo areia colorada em seu interior”.&lt;br /&gt;_Tales, desculpe-me a indiscrição, mas eu sinceramente não vejo tanta magia neste frasco de vidro, também não consigo compreender tal força que tenha o poder de mudar o curso de nossas vidas desta forma. Para mim quem tem tal poder somos única e exclusivamente nós, homens, mas não posso negar a sua beleza. Seu pai era um artista!&lt;br /&gt;O sol começava a sumir no horizonte, Tales observava a aurora, pensando em tudo o que ele tinha feito ao longo da sua vida, os amores, as vitórias e as lembranças deprimentes de suas derrotas. Ele realmente precisava de algo que lhe trouxesse de volta o prazer de viver.&lt;br /&gt;“A minha vida está se pondo com o sol”, pensava ele, mas no fundo de sua alma cansada, Tales sabia que algo de extraordinário estava para acontecer. Ele renegava este sentimento, mas a imagem de seu pai e ao olhar aquele objeto, Tales sentia extrema força. Seria este o motivo de sua esperança?&lt;br /&gt;Ao amanhecer em um dia nublado e frio, Tales se viu tomado por um forte desejo de mudança, estava farto de ser mais um homem sendo carregado pelos efeitos de uma maré de acontecimentos que naquela época não se tinha uma explicação concreta, tudo era muito misterioso, só se descobria à verdade se corresse atrás de suas próprias conclusões, Tales nunca havia feito isto antes, preferiu sempre se acomodar com a mitologia e as explicações de quem lutava para consegui-las.&lt;br /&gt;Ele queria entender que correnteza era aquela que levava e trazia as pessoas e os fatos. Cheio de dúvidas, Tales não sabia por onde começar, pensar mais além era um costume desconhecido para ele, mas em seu pensamento tudo o que ele precisava estava na ampulheta que herdara do seu pai.&lt;br /&gt; Realmente Tales acreditava que havia algo de incomum naquele objeto e que o ponto forte da sua busca seria a observação, primeiro da ampulheta, depois da correlação que ela tinha com o mundo exterior.&lt;br /&gt;No início deste longo período de introspecção, Tales começou a observar os fenômenos naturais que lhe rodeavam, notou que o sol nascia de um lado do céu e morria do lado contrário, notou que os homens e todos os outros seres vivos sofriam um processo de envelhecimento. Portanto, Tales concluiu que “tudo tem o seu começo e o seu fim”.&lt;br /&gt;A vida realmente é assim, diferente da ampulheta, que ao ser virada recomeça em sua simplória atividade...&lt;br /&gt;Anos depois Tales morre, sem saber ao certo a verdadeira correlação da ampulheta com a vida...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, caros amigos, entender o tempo é tão difícil quanto entender a razão de existir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;F&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14671561-113010450457733972?l=alexguterres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alexguterres.blogspot.com/feeds/113010450457733972/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14671561&amp;postID=113010450457733972&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14671561/posts/default/113010450457733972'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14671561/posts/default/113010450457733972'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexguterres.blogspot.com/2005/10/ampulheta.html' title='Ampulheta.'/><author><name>Alexandre Guterres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10347102616411495485</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14671561.post-112949118691831476</id><published>2005-10-16T13:26:00.000-06:00</published><updated>2005-10-16T13:33:06.926-06:00</updated><title type='text'>Carna-drama</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4398/1335/1600/cococa%20de%20tio%20brennand.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4398/1335/320/cococa%20de%20tio%20brennand.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O Pierrô não encontrou a sua colombina este ano...&lt;br /&gt;O Passista já não pode mais frevar,&lt;br /&gt;E os sinos dos caboclos silenciaram ao luar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O palhaço sorridente, agora chora,&lt;br /&gt;Pois neste carna-drama,&lt;br /&gt;Não há mais sorrisos...&lt;br /&gt;O maracatu calado embala a massa,&lt;br /&gt;Que comemora os quatro dias de tristeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em vez de sorrisos, lágrimas...&lt;br /&gt;Em vez de amores, desilusões...&lt;br /&gt;Em vez de folia, marcha fúnebre,&lt;br /&gt;Que só acabará na quarta de cinzas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cinzas que serão jogadas no mar de Olinda,&lt;br /&gt;Ou no fundo do cais...&lt;br /&gt;Para esquecerem todos do carna-drama chuvoso,&lt;br /&gt;Que não queremos brincar nunca mais...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;F&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14671561-112949118691831476?l=alexguterres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alexguterres.blogspot.com/feeds/112949118691831476/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14671561&amp;postID=112949118691831476&amp;isPopup=true' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14671561/posts/default/112949118691831476'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14671561/posts/default/112949118691831476'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexguterres.blogspot.com/2005/10/carna-drama.html' title='Carna-drama'/><author><name>Alexandre Guterres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10347102616411495485</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14671561.post-112878625220423798</id><published>2005-10-08T09:39:00.000-06:00</published><updated>2005-10-08T09:44:12.210-06:00</updated><title type='text'>Cinza.</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4398/1335/1600/dark%20side%20adittive!!!!!.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4398/1335/320/dark%20side%20adittive%21%21%21%21%21.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fale-me dos lábios da morte tocando o seu rosto?&lt;br /&gt;Diga-me como se sente? Fria talvez...&lt;br /&gt;Como se ela fosse uma amiga intima e perigosa,&lt;br /&gt;A porta, que aos poucos desaparece no infinito...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infinito colorido e atraente, como o sorriso de uma deusa,&lt;br /&gt;Nefasta deusa, que te confunde e te trucida...&lt;br /&gt;Causando o holocausto da tua mente puritana,&lt;br /&gt;E transviando os teus benéficos pensamentos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num labirinto repleto de semblantes em pranto,&lt;br /&gt;O teu rosto será mais um, neste mural em decomposição,&lt;br /&gt;Cortar-se talvez seja a única forma de sentires o prazer de um orgasmo,&lt;br /&gt;Lúgubre nostalgia... O teu Deus é apenas um mito...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enxugue o teu rosto, agora quase sem vida,&lt;br /&gt;E livre-se da corrosiva luz do sol,&lt;br /&gt;Se entregue ao tal sentimento de inércia e torpor eterno,&lt;br /&gt;Se vista de negro, e caminhe, para todo o sempre, sem rumo...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;F&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14671561-112878625220423798?l=alexguterres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alexguterres.blogspot.com/feeds/112878625220423798/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14671561&amp;postID=112878625220423798&amp;isPopup=true' title='7 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14671561/posts/default/112878625220423798'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14671561/posts/default/112878625220423798'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexguterres.blogspot.com/2005/10/cinza.html' title='Cinza.'/><author><name>Alexandre Guterres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10347102616411495485</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14671561.post-112856877582304033</id><published>2005-10-05T21:18:00.000-06:00</published><updated>2005-10-05T21:19:35.830-06:00</updated><title type='text'>O rei fala e o servo escuta.</title><content type='html'>Tortura, soluço, inverno, paredes,&lt;br /&gt;Pontes, alvos, sorte, inferno,&lt;br /&gt;Bandeira, machado, rosas, anjos,&lt;br /&gt;Frio, penumbra, sol e areia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estado, conflito, concreto, tapete,&lt;br /&gt;Receio, afeto, protesto, manias,&lt;br /&gt;Salário, Jesus, fronteiras, histórias,&lt;br /&gt;Memórias, martelo, espinho e destino...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fortuna, colapso, pomares, retina,&lt;br /&gt;Preguiça, farmácia, janelas, buzinas,&lt;br /&gt;Perigo, ação, alma, coração,&lt;br /&gt;Azul, moeda, madeira e maçã...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Centauro, passado, mistério, colírio,&lt;br /&gt;Comida, garrafa, morcego, sertão,&lt;br /&gt;Costelas, vidraça, desejo e ilusão...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;F&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14671561-112856877582304033?l=alexguterres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alexguterres.blogspot.com/feeds/112856877582304033/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14671561&amp;postID=112856877582304033&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14671561/posts/default/112856877582304033'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14671561/posts/default/112856877582304033'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexguterres.blogspot.com/2005/10/o-rei-fala-e-o-servo-escuta.html' title='O rei fala e o servo escuta.'/><author><name>Alexandre Guterres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10347102616411495485</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14671561.post-112731501047009449</id><published>2005-09-21T08:59:00.000-06:00</published><updated>2005-09-21T09:03:30.476-06:00</updated><title type='text'>Contos do Mar.</title><content type='html'>Assim como os nortes se fazem rumos, os meus lábios se tornam teus,&lt;br /&gt;Se todo apreço corresse aos meios e a penumbra leve tingisse o céu de anil,&lt;br /&gt;Mesmo assim nos faríamos sólidos, perante o sábio valor dos tempos de outono...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como os fortes superam cortes, a saliva persegue os ósculos,&lt;br /&gt;De vidro e de seda...  Na ferida a na saliva...&lt;br /&gt;Parecendo e padecendo, torturando e maquiando os afins,&lt;br /&gt;Tirando as mascaras para assim fazer sorrir quem se tem estima bruta...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... E ela sorri e diz o que todos não precisavam ouvir,&lt;br /&gt;Se unindo com os meus fantasmas e acenando... Com um lenço branco em mão direita...&lt;br /&gt;No verão de nosso amor, as sombras se fazem refúgios neutros e sem apatia,&lt;br /&gt;Para que tu e eu carreguemos o nosso sonho de criança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que desejos são esse, que te fazem mulher e me vendam os olhos?&lt;br /&gt;Permitindo que a luz adentre em nossos pensamentos mais perdidos,&lt;br /&gt;Semeando e construindo valores etérios, como se a vida fosse um copo d’água,&lt;br /&gt;E os vestígios, apenas sementes de um novo coração alado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;F&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14671561-112731501047009449?l=alexguterres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alexguterres.blogspot.com/feeds/112731501047009449/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14671561&amp;postID=112731501047009449&amp;isPopup=true' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14671561/posts/default/112731501047009449'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14671561/posts/default/112731501047009449'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexguterres.blogspot.com/2005/09/contos-do-mar.html' title='Contos do Mar.'/><author><name>Alexandre Guterres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10347102616411495485</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14671561.post-112653418335284663</id><published>2005-09-12T11:08:00.000-06:00</published><updated>2005-09-12T08:09:43.356-06:00</updated><title type='text'>Doce lar.</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;T&lt;/span&gt;omei como nota mental não esquecer mais o singelo sorriso, que me pedia sempre um pouco mais de afeto. O que não me prejudica, sempre volta, com um gosto cada vez mais doce e de pronta gratidão, eu me torno simples...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parecido com aquele quadro de um dia, que eu enchi de estrelas, só pra ficar mais terno e calmo pra você. &lt;br /&gt;Andando e controlando o cabo do meu guarda-chuva, aprendo a driblar os medos do amor e as curvas tortas de mina vida, como quem toma um gole quente de café ao meio dia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somente nisso é que posso me segurar, prometendo não prometer e esperando a trovoada desse céu nublado. Como saber se o outro está à espreita, esperando um deslize do acaso para tomar conta do que eu tenho como meu agora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que eu sei é que pra nós é tudo tão fácil e presente, como o ato de caminhar...&lt;br /&gt;... E eu me deitei na grama, te falando das minhas coisas, como se os meus diários fossem aventuras médias...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero que saibam que estou alegre sim, porem o que me faz pensar num dia sem chuva, é o medo de não haver dia algum e eu não mais poder tocar o sonho que me faz acordar todos os dias com a esperança nos ombros... E um motivo na alma me acerta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero mesmo escrever um livro para as nossas vidas e mostrar que sendo assim, podemos ser qualquer coisa,&lt;br /&gt;Partindo da brisa que vem do oceano de nossas almas, tocamos esse norte, como se fosse real... E é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você já retoca o meu mundo com o primor de uma fada de olhos em brasa,&lt;br /&gt;Afaga-me como criança e clama pelo meu único sorriso...&lt;br /&gt;... E daquele casulo dourado sai o meu modelo de sonho,&lt;br /&gt;Perfeito, a rosa na janela em um dia azul verde e vermelho...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre e faça de mim a sua casa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;F&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14671561-112653418335284663?l=alexguterres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alexguterres.blogspot.com/feeds/112653418335284663/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14671561&amp;postID=112653418335284663&amp;isPopup=true' title='9 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14671561/posts/default/112653418335284663'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14671561/posts/default/112653418335284663'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexguterres.blogspot.com/2005/09/doce-lar.html' title='Doce lar.'/><author><name>Alexandre Guterres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10347102616411495485</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14671561.post-112593072564589336</id><published>2005-09-05T11:26:00.000-06:00</published><updated>2005-09-05T08:32:05.653-06:00</updated><title type='text'>Capítulo III (Final.)</title><content type='html'>Teu corpo não me pertence mais...&lt;br /&gt;Somos cegos em um castelo de sombras espectrais,&lt;br /&gt;Aflitos e sedentos, a fim de beber um só gole deste nauseante licor...&lt;br /&gt;Matar os medos e perder a noção de um tempo distante...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Palavras escritas com ácido lisérgico te acalentam a alma,&lt;br /&gt;Te fazem deixar de me ver como o teu guia e mentor...&lt;br /&gt;Explique- se para o seu destino, desfigurado e vadio,&lt;br /&gt;E caminhe lentamente em direção do extremo escuro...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora vejo, ao longe, o brilho do teu pranto,&lt;br /&gt;E me flagro feliz em saber que eu causei este choroso brilho...&lt;br /&gt;Sinto muito, minha amada sem alma, prendo- te a mim agora,&lt;br /&gt;Tente olhar- me a face e sangrar por dentro... Sorrindo por fora...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No varão de nosso amor, nunca pensamos em um final tão lúgubre...&lt;br /&gt;O nosso sol escondeu- se por entre as nuvens, e nos calou a alma,&lt;br /&gt;Agora, paguemos por tudo, com a nossa rica solidão,&lt;br /&gt;E vivamos as nossas pequenas vidas quase em paz...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;F&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14671561-112593072564589336?l=alexguterres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alexguterres.blogspot.com/feeds/112593072564589336/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14671561&amp;postID=112593072564589336&amp;isPopup=true' title='8 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14671561/posts/default/112593072564589336'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14671561/posts/default/112593072564589336'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexguterres.blogspot.com/2005/09/captulo-iii-final.html' title='Capítulo III (Final.)'/><author><name>Alexandre Guterres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10347102616411495485</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14671561.post-112566568361684518</id><published>2005-09-02T10:40:00.000-06:00</published><updated>2005-09-02T06:54:43.623-06:00</updated><title type='text'>Capítulo II</title><content type='html'>Por trás de toda essa repulsa, sei que queres tocar-me novamente,&lt;br /&gt;Sentir outra vez a poeira penetrando em tuas narinas e ofuscando a tua vista,&lt;br /&gt;Olhar o amarelado das minhas páginas  e ler-me... Frase por frase...&lt;br /&gt;Mais um capítulo desta nefasta estória,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Capítulo II, tragédia grega, narrativa póstuma sem fim...&lt;br /&gt;Não se admire, se as tuas lágrimas escorrerem e desbotarem minhas páginas,&lt;br /&gt;Qualquer semelhança é mera coincidência, não... Essa deveria ser a nossa trama,&lt;br /&gt;Nesta parte, insegurança e utopia destoam todo o romantismo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desconhecido autor desta efêmera novela, onde a realidade protagoniza,&lt;br /&gt;Ela é o centro de toda trama, detalhes imperceptíveis, não acha?&lt;br /&gt;Sei que estas fascinado pela leitura desta, não a abandone...&lt;br /&gt;O que será do livro sem o seu leitor apaixonado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faça parte dele, mergulhe por entre das frases e conquiste o que te prende,&lt;br /&gt;É preciso destemor e astúcia para aceitar sem rancor as desculpas da mocinha,&lt;br /&gt;O final é uma questão de querer... Amor acima das nuvens doutor,&lt;br /&gt;Ela te ama, acima das nuvens, e ansiosa te espera no capítulo III...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;F&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14671561-112566568361684518?l=alexguterres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alexguterres.blogspot.com/feeds/112566568361684518/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14671561&amp;postID=112566568361684518&amp;isPopup=true' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14671561/posts/default/112566568361684518'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14671561/posts/default/112566568361684518'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexguterres.blogspot.com/2005/09/captulo-ii.html' title='Capítulo II'/><author><name>Alexandre Guterres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10347102616411495485</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14671561.post-112558541798155519</id><published>2005-09-01T08:27:00.000-06:00</published><updated>2005-09-02T06:55:45.480-06:00</updated><title type='text'>Capítulo I.</title><content type='html'>A névoa que envolve a nossa morna atmosfera&lt;br /&gt;Causa o soluço das nossas almas.&lt;br /&gt;Alivia a nossa dor e silencia os nossos gritos.&lt;br /&gt;Domina os nossos domínios e delimita os nossos limites.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Palavras jorram como água na fonte dos nossos desejos, outrora utópicos...&lt;br /&gt;Desejos estes que nuca, seios, suor e sangue não corromperam.&lt;br /&gt;A convulsão dos mesmos, não é tão letal quando existimos por eles.&lt;br /&gt;Sozinho ou a dois, não faz diferença....&lt;br /&gt;O princípio de tudo é o que nos une.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Permita-me ultrapassar este vel de rosas, sem furar-me em seus espinhos.&lt;br /&gt;Aceite-me sem julgar-me, pois você coexiste em minha alma...&lt;br /&gt;Responda-me sem medo de errar tudo o que há em seu interior dormente.&lt;br /&gt;Ajude-me a te ver diferente...&lt;br /&gt;Olhos nos olhos,&lt;br /&gt;Sem temer as tuas reações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Corpos que se tocam telepaticamente&lt;br /&gt;Unidos por sei lá que força...&lt;br /&gt;Desculpo- me, pois há coisas que ainda não entendo,&lt;br /&gt;Ser humano é um fardo pesado.&lt;br /&gt;Não pode ser mentira,&lt;br /&gt;Como em um livro de páginas amareladas, corroídas pelo tempo.&lt;br /&gt;É densa névoa, que aos poucos se vai...&lt;br /&gt;Se quer me ter,&lt;br /&gt;Leia-me no capítulo II...&lt;br /&gt;--------------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resolvi mostrar coisas antigas.. que tenho uma estima grande.&lt;br /&gt;Irá ser assim por mais dois dias.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;F&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14671561-112558541798155519?l=alexguterres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alexguterres.blogspot.com/feeds/112558541798155519/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14671561&amp;postID=112558541798155519&amp;isPopup=true' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14671561/posts/default/112558541798155519'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14671561/posts/default/112558541798155519'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexguterres.blogspot.com/2005/09/captulo-i.html' title='Capítulo I.'/><author><name>Alexandre Guterres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10347102616411495485</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14671561.post-112506546845121945</id><published>2005-08-26T08:08:00.000-06:00</published><updated>2005-08-27T16:27:27.886-06:00</updated><title type='text'>E ela está aqui.</title><content type='html'>Hoje irei cortar o cabelo...&lt;br /&gt;Visitar aqueles pontos que nos marcou a memória,&lt;br /&gt;E no fim, espero selar esse abraço com um brinde sem adeus...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;F&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14671561-112506546845121945?l=alexguterres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alexguterres.blogspot.com/feeds/112506546845121945/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14671561&amp;postID=112506546845121945&amp;isPopup=true' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14671561/posts/default/112506546845121945'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14671561/posts/default/112506546845121945'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexguterres.blogspot.com/2005/08/e-ela-est-aqui.html' title='E ela está aqui.'/><author><name>Alexandre Guterres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10347102616411495485</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14671561.post-112459940898012218</id><published>2005-08-20T22:42:00.000-06:00</published><updated>2005-08-20T22:50:52.843-06:00</updated><title type='text'>Mística da invenção.</title><content type='html'>Nunca soube que a visita de um nobre vagabundo demoliria o santo tédio do anjo que toca o chão dos mortais. Das páginas de leitura breve, tirei o meu padrão de preceito e de energia, como se os livros descessem ao livre o poder do abraço.&lt;br /&gt;Manteremos o laço simples e o toque áspero do querer, que nem aquela foto do pálido sorriso de Deus. Suprindo e saciando os desejos do olhar no reflexo vago, como quem fecha os olhos... Sem você, não tem ametista nem colar, não tem final previsível, nem altar. Só basta o toque, e o resto é todo seu, como quem passeia as mãos sobre um tecido de nuvens.&lt;br /&gt;Praticando o dom é que se aprende a ser mortal... Sem motivos e sem vergonhas, porém o medo e a defesa se cortam em dois fardos distintos, delirando o óbvio e fascinando as almas em pranto.&lt;br /&gt;Diga-me se o sacrifício vale a morte do ócio e sorria como uma fada de dedos mágicos, flutuando no ato e vislumbrando o tal poder.&lt;br /&gt;Se olhares bem atrás da casa verde, onde se esconde o nosso intimo, verás a luz que nós sempre procuramos em outrem. Sim, minha flor, isso é tudo feito para você e eu. Observemos o nosso sonho de cristal transformar-se em velas de luzes pálidas e nesse momento sorriremos, olho no olho, presumindo as leituras cotidianas de nossos pensamentos.&lt;br /&gt;O que eu te dei sempre foi o que você precisou, não pense que o limite do meu prazer se remete ao costume do teu ego, pois se lembrares do teu interior veraz a flor que havia naquele canto escuro que você não viu... Certifique-se disso e escreva o seu livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabemos do adorado dia de hoje, que se passa e se repete, como um ato único, de asas curtas e que mesmo assim nos fazem voar.&lt;br /&gt;Irei partir, por uma vez e por um futuro não tão distante desse presente,que você me deu sem pensar duas vezes e pensando em nós, pensou em todo o resto do universo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...E o meu adeus é como um imã, que sempre retorna onde a energia chama...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;F&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14671561-112459940898012218?l=alexguterres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alexguterres.blogspot.com/feeds/112459940898012218/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14671561&amp;postID=112459940898012218&amp;isPopup=true' title='8 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14671561/posts/default/112459940898012218'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14671561/posts/default/112459940898012218'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexguterres.blogspot.com/2005/08/mstica-da-inveno.html' title='Mística da invenção.'/><author><name>Alexandre Guterres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10347102616411495485</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14671561.post-112436288965932311</id><published>2005-08-18T05:00:00.000-06:00</published><updated>2005-08-18T05:01:29.666-06:00</updated><title type='text'>Toda Luz.</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;A&lt;/span&gt;quele um tom rosa claro me fez lembrar da infância, das coisas ricas que naquela época eu não dava o devido valor e que agora, nessas mínimas nuanças, me remete ao passado de sorrisos e sonhos furta-cor.&lt;br /&gt;Quanto mais me enredo nessa teia, mais me enredo nessa teia, como se sempre fosse assim, como se fosse tudo tão natural... Como nudez de criança sabe? Fazendo parte desse mundo tão limpo e delicado, dessa vez mais do que nunca posso gritar e dizer que quero estar nele, para calar as minhas lamúrias e deitar numa tarde útil.&lt;br /&gt;Somos dois fantoches nesse céu de acontecimentos, e não me venha falar que não sabe das coisas, pois já vejo no seu sorriso e nos seus gestos a frase que um dia irei ouvir. Tome um gole da nossa água doce e me diga a cor dessa lembrança, para que nos dois saibamos que o infinito e logo ali e não tenhamos nada o que temer, minha flor...&lt;br /&gt;O que acontece quando os teus olhos fecham e a noite cai em teus pensamentos? Espero eu abraçar-te por toda eternidade desse sonho bom, para que dois se tornem dez e para que mais nada se torne pedra.&lt;br /&gt;Eu sei que você quer ouvir sobre o nosso ato, a nossa mais profunda intimidade, de fato atrapalhada, porém inocente como criança e no fim tudo se fez azul. Parecíamos um. Tacamos as melodias mais doces para cortejar o nosso prazer e no verão do nosso anseio, nos fizemos mais unidos e distantes da janela, aquela, que nos mostra o mundo lá fora. Um dia tudo acaba, por que nossos anjos não são imortais e nossos demônios já são bem vindos. Um dia, meu amor, seremos mais livres do que aquelas crianças nuas que tocam e cantam naquele quarto, em um lugar distante...&lt;br /&gt;Toda história é remorso, porque sempre existe alguma coisa que você deveria ter feito e não fez, por um motivo ou por outro. Por outro lado, a nossa história se faz no hoje, se faz no ter e não ter, se faz assim, como você sabe tão bem e eu também.&lt;br /&gt;Você me reinventa e eu me moldo, como um brinquedo de papel nas mãos da criança de imaginação sem limites. Eu sinto não mais medo, de tudo onde há você, de tudo onde o meu céu pode ser o seu e prefiro assim, pois o que será de mim sem o som do teu pedido?&lt;br /&gt;Olha que eu falo sério, olha que eu perco o rumo e velejo no mar dos nossos dedos, que se tocam sem perguntar se há ou não sinal vermelho. Linda quando abre os olhos, como aquela linda flor que dessa vez você viu e apanhou no chão, guardando pra si aquele pedaço de sonho, que talvez não se prenda só em começar.&lt;br /&gt;Quando me fotografei escrevendo esse tal poema, ou sei lá o que, pensei eu em sorrir para quem não conheço e fazer travessuras em plena luz do dia, como se fosse tudo tão simples e a vida uma melodia tocada no piano... Pulando e sorrindo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu quero cuidar de você!&lt;br /&gt;Não quero mais voltar pra casa e sorrir com as lembranças do sonho bom...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;F&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14671561-112436288965932311?l=alexguterres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alexguterres.blogspot.com/feeds/112436288965932311/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14671561&amp;postID=112436288965932311&amp;isPopup=true' title='7 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14671561/posts/default/112436288965932311'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14671561/posts/default/112436288965932311'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexguterres.blogspot.com/2005/08/toda-luz.html' title='Toda Luz.'/><author><name>Alexandre Guterres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10347102616411495485</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14671561.post-112382215873410446</id><published>2005-08-11T22:47:00.000-06:00</published><updated>2005-08-20T22:44:55.496-06:00</updated><title type='text'>Flor.</title><content type='html'>Mais uma vez eu fiz parte do seu mundo e as pétalas de flor cobriram-me de frescor. Abrindo a porta que tem o espelho, eu me remeti sem mas nem porque numa atmosfera morna, que permite visar o Ser meu, de todo “sempre”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meu forte devaneio, paquero as brumas leves de açúcar e azul ... Permitindo sempre, o desejo maior, como se aquele livro de nossas vidas se partisse em milhares de estrelas, que ao som do meu cortejo eu pude tocar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Participe desse gozo alado, de dentro pra fora e de carne e luz... Sem par que, minha flor...&lt;br /&gt;Pedindo-me o abrigo em peito frágil, partindo-me as asas e me pondo no colo. Lento, como na promessa do amanhã e no desvio do teu medo de menina. Brando branco que rodeia os meus ombros e me rasga o teto, fazendo planar a minha espessa nevoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somente um , mas pra sempre dois... no principio do “Oi” e no abraço de “Adeus”. Festejando o óbvio e escondendo o impensado, permitindo, como se permite a tudo e num futuro próximo, eu pretendo ter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pretendo ter a tua ventania, a tua sacristia e a tua plena orgia... Sem pra que, minha flor...&lt;br /&gt;Parecendo até letra de música, com rimas e nem sei o que. Todo torto. Saibamos da vida e de mudar o mundo, sarando a ferida e respirando fundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez eu já esteja a margem , sem qualquer metade, trancado dentro do meu cavalo grego... E falando de amor se faz a vida.&lt;br /&gt;De costas pro vento e de frente pra você, prum lado e prum porque, menina de face angélica, me pedindo o novo e encontrando o outro. Ser. Como dizer que não faço o mesmo? Que não paro mesmo? Não paro mesmo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que a ultima gota caia, eu estarei depois da porta, a do espelho, de dentro pra fora, de carne e luz...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;F&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14671561-112382215873410446?l=alexguterres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alexguterres.blogspot.com/feeds/112382215873410446/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14671561&amp;postID=112382215873410446&amp;isPopup=true' title='7 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14671561/posts/default/112382215873410446'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14671561/posts/default/112382215873410446'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexguterres.blogspot.com/2005/08/flor.html' title='Flor.'/><author><name>Alexandre Guterres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10347102616411495485</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14671561.post-112355943597168186</id><published>2005-08-08T21:49:00.000-06:00</published><updated>2005-08-08T21:50:35.973-06:00</updated><title type='text'>La, la, la...</title><content type='html'>Aquela música tocou a madrugada inteira e eu não me cansei dela. Até que sentir um beijo de bom dia, seria bom mesmo? Não sei, mas foquei-me em minhas promessas anteriores, corri até o ponto mais próximo, de encontro ao meu divisor de águas.&lt;br /&gt;            Vocês nem sabem o quanto eu caminhei, até parecia a “odisséia”, aquela do período homérico, que hoje eu iria ler em voz alta. Naquela parte da história, eu era o rei do meu destino, controlava o meu vício e olhava o mar da janela, como num filme que eu vi aos sete anos. Naquele mesmo cenário.&lt;br /&gt;            Pronto! Agora da pra ver muito mais do que o mar. Garanto que não foram só vídeos que eu vi. Falando nisso, lembrei-me daquela velha (nem tanto) sensação de não poder fotografar esse momento, porém se tudo que eu quisesse guardar para a prosperidade fosse devidamente registrado, eu não teria espaço nem tempo para acariciá-los com o devido prazer.&lt;br /&gt;            Enquanto ela voltava no tempo, eu parecia parar. Perdido em pensamentos, olhando aquela imagem que eu sabia que não ia sair mais da minha cabeça. Por um motivo tão superior, que nesse momento eu não sei como explicar... Mas nem tudo é entendimento, nesse mar de incertezas. (Alguém me disse isso.)&lt;br /&gt;Passamos muito tempo estudando, não só os gregos como a nós mesmos, como se houvesse uma mistura de cautela e desejo no ar, talvez não existisse motivos para isso, já que nós pensávamos tão parecido que a nossa tentativa de camuflar o querer se fazia inútil. Não era só eu que estava “cheio de mãos”, ao contrário do que ela me disse outro dia, tudo era recíproco e as mãos realmente se acariciavam... Timidamente, na clara demonstração de que não estávamos ali para ver vídeos. Definitivamente, os nossos caminhos agora rumavam para um outro norte... Bem mais agradável, confesso.&lt;br /&gt;            Depois do verde veio a clareza do olhar, que se escondia por traz dos cabelos, mas dava as suas deixas, acompanhado de um sorriso que me levava pra longe. Numa dessas não tinha erro! Uma hora nós teríamos que nos encontrar por completo... e assim se fez!&lt;br /&gt;            O que dizer?... Foi tudo o que eu esperava e um pouco mais! Entendam que eu vejo muita poesia nisso ( tenho medo de perder a métrica e me desvairar na descrição do beijo...), portanto, pra mim (será que pra ela também?), foi o auge bendito do meu torpor. Ali sim, eu verdadeiramente gostaria de parar o tempo, mas pra quer parar tudo e evitar que outros mais viessem ao nosso encontro?  Eu não tinha esse poder e pouco me importava o que eu tinha, ou deixava de ter. Eu tinha o que eu mais queria e não tinha nada do que reclamar. Não mesmo.&lt;br /&gt;            A noite quase deitou sobre nós e as horas se passavam sem o nosso conhecimento, o meu frio já não era tão latente e o seu corpo também era o meu. Eu não queria e nem precisava falar, apesar da insistência por alguma palavra minha, que no momento teimava em resguardar-se em minha mente.&lt;br /&gt;            Enfim, as flores que plantamos na praça e na torre estavam vivas e vermelhas. Belas, como nunca haviam estado antes. Para mim só existiam sorrisos e carícias e a vida começa a fazer sentido de novo.&lt;br /&gt;...E eu sai, com um novo vício e um novo brilho também, para os olhos de min’alma outrora fraca, eu sou o grande ganhador de um prêmio de valor incalculável!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua....&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;F&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14671561-112355943597168186?l=alexguterres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alexguterres.blogspot.com/feeds/112355943597168186/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14671561&amp;postID=112355943597168186&amp;isPopup=true' title='7 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14671561/posts/default/112355943597168186'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14671561/posts/default/112355943597168186'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexguterres.blogspot.com/2005/08/la-la-la.html' title='La, la, la...'/><author><name>Alexandre Guterres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10347102616411495485</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14671561.post-112294185819042436</id><published>2005-08-01T21:16:00.000-06:00</published><updated>2005-08-01T18:17:38.196-06:00</updated><title type='text'>Plim!</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;E&lt;/span&gt;u precisava desse grito! Meu Deus, como eu fui fraco, sempre com tudo nas mãos e sem saber como usar. Aquela lágrima que eu sempre quis derramar e que nunca consegui, era a prova de que a verdade sempre vem nas piores horas. Tudo bem, agora eu me aceito como eu sou, incompleto, como todo mundo, chorando e sorrindo, como todo mundo.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Que coisa ridícula! Era assim que todos me olhavam? Ta certo, a verdade sempre vem nas piores horas, mas eu sei como usar isso ao meu favor. As letras irão piorar, pra falar das coisas do mundo, das coisas do meu mundo e do seu... De toda essa loucura.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Será mesmo felicidade, isso que eu estou sentindo agora? Não sei não... pretendo dormir e ao acordar, verificar se existe sangue no meu lençol. Mas e se houver mesmo? Acho q irei aproveitar os meus cinco litros e planejar algo para o dia. Quem sabe tramar aquele plano de fuga que eu sempre chamava de “B”... Não tenho certeza de absolutamente nada, continuo na velocidade do som e até que me provem do contrario, eu não ultrapassei o limite!&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Amanhã terei uma namorada e um corte de cabelo, já que os óculos me caem muito bem, vamos ao parque para desfrutar de alguns sorrisos e ver a tarde cair, com a minha sensação de que foi diferente dos outros dias... Quando eu boiava no mar morto.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Claro que eu continuarei dando, mas agora sem esperar nada em troca, por que as boas pessoas fazem isso, não é??&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; font-weight: bold;"&gt;Mas não me subestime, só porque &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;eu te mostrei a minha fraqueza.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;(Um sorriso largo, no final...)&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;F&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14671561-112294185819042436?l=alexguterres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alexguterres.blogspot.com/feeds/112294185819042436/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14671561&amp;postID=112294185819042436&amp;isPopup=true' title='10 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14671561/posts/default/112294185819042436'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14671561/posts/default/112294185819042436'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexguterres.blogspot.com/2005/08/plim.html' title='Plim!'/><author><name>Alexandre Guterres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10347102616411495485</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14671561.post-112264678239012502</id><published>2005-07-29T08:17:00.000-06:00</published><updated>2005-07-29T08:21:20.423-06:00</updated><title type='text'>Amor. 1.</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size:26;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size:26;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size:26;"&gt;A&lt;/span&gt;mor. Na minha humilde opinião, não existe melhor palavra para dar início a essa linha tênue de pensamentos gerais.&lt;/p&gt;  &lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: left;"&gt;Preciso confessar que nunca fui bom na ambígua arte de amar. Sentimentos que se misturam de tal forma, que confundem o intimo e levam o ser ao estado máximo do sentir. Se pararmos com o exercício do egoísmo mórbido e cavarmos um limpo espaço no centro dos nossos desejos, conseguiríamos experimentar o mais primoroso sabor de vida que a alma humana é capaz de absolver. &lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: left;"&gt;Tudo bem, todos sabem que nem tudo é azul nesse oceano de sentimentos. O humor negro que habita a mente dos amantes, inconscientemente prega peças em seus inocentes hóspedes. Pobres escravos do querer. Até onde isso é edificante?&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: left;"&gt;O medo é o laço que une os adoradores do outro, contudo é certo dizer que o medo é fruto do novo, do desconhecido. Pensando assim tudo se torna mais ameno, mais humano. Sabe-se que a suposta paz que é prima-imã do amor, revela-se de total inconstância de consistência liquida, como se a verdade realmente viesse à tona.... &lt;b&gt;“O amor e todos os sentimentos que se agregam a ele, são definitivamente incontroláveis!”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: left;"&gt;É preciso saber que o ouro que dizem estar escondido&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;no final do arco-íres é apenas brinquedo do inconsciente coletivo, não só nos poemas, estou certo disso. É uma triste escolha, meus amigos, correr livre em busca de outrem, que te promete à lua e te da o corpo, pois a alma dificilmente se liberta... &lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: left;"&gt;...Ou trancar-se em si mesmo e fingir ser produto do seu próprio eu.&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: left;"&gt;Sozinho! Com a companhia da mais nefasta sensação de felicidade. Estampando no rosto o sorriso dos bem aventurados, anti- românticos, céticos&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;e certos de suas pretensões. Tudo isso é muito lindo, quando se engole a fantasia&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;de que o homem pode se isolar sem carregar consigo as seqüelas da solidão! Mas eu não sei amar. Já experimentei alguns incidentes desastrados, que me deixaram ainda mais reticente e curioso para divertir-me também nessa viscosa teia que envolve a humanidade.&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: left;"&gt;Os “amantes” acreditam em destino, não que isso seja uma exclusividade deles, mas o fato é que existem pessoas que realmente nasceram com o vicio do amor (paixão). Se sozinhos, estão sempre sofrendo de carência, se acompanhados, sentem uma extrema dificuldade de serem fieis. É bizarro, mas de fato o querer não se restringe a apenas dois, tampouco a um só.&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: left;"&gt;A poligamia e o adultério são seguimentos do instinto humano que tentamos incessantemente esconder do mundo, de forma que essa luta se torna inútil, pois o desejo é tão forte quanto o desejo de não desejar.&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: left;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: left;"&gt;Um dia me disseram que tudo que é sonho, é ao mesmo tempo real. Não sei se deveria ousar tocar no delicado véu que envolve esse contexto, mas o que seria de nós se tivéssemos que respeitar tudo o que não é totalmente concreto?&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;F&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14671561-112264678239012502?l=alexguterres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alexguterres.blogspot.com/feeds/112264678239012502/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14671561&amp;postID=112264678239012502&amp;isPopup=true' title='8 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14671561/posts/default/112264678239012502'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14671561/posts/default/112264678239012502'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexguterres.blogspot.com/2005/07/amor-1.html' title='Amor. 1.'/><author><name>Alexandre Guterres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10347102616411495485</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14671561.post-112244055928565542</id><published>2005-07-26T23:00:00.000-06:00</published><updated>2005-07-27T21:05:18.826-06:00</updated><title type='text'>E aquele B...?</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;...&lt;span style="font-size:130%;"&gt;E&lt;/span&gt; ela me viu, antes de deitar, na sombra de uma árvore. Esperando. Também vi, e foi tão bom! Por que não parecia estranho, pelo contrário, eu vi o desenho em suas costas (pude até toca-lo) e nós falamos do verde como se fosse normal, ali, naquela hora.&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;   &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt; Agora poderíamos tocar naquelas idéias, olhando tudo em volta com um pouco mais de entusiasmo. Na subida da ponte recebi de presente um sorriso, enquanto do outro lado havia o protesto de quem estava no mundo real... Olhamos...&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;   &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt; Seguimos o caminho das flores, até a enorme árvore que repousava ha séculos naquela praça, mas não haviam flores caídas naquele chão. Nem tudo tem uma explicação lógica, entendemos que aquela não era a hora das flores para ela e olhamos tudo ao nosso redor.&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;   &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt; Não era surpresa alguma constatar que o anjo tinha um gosto dos melhores (até parecia adivinhar pensamentos), e ali, naquele banco, fomos ainda mais longe! Quando parecia haver limite entre a vergonha e a afinidade extrema, os sorrisos brincavam e nos mostrava que o limite não era mais ali.&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;   &lt;/div&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;Piadas e sonhos se confundiam em um só enredo, como se nada fosse realmente importante e como se tudo fosse o motivo de nossas vidas. Imaginei nossas mãos dadas, mas só imaginei. &lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;   &lt;/div&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;   &lt;/div&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;O segundo ato, onde imaginamos cenas de filmes que não poderíamos fotografar. Foi ali que algo diferente fez os olhos piscarem, tentando disfarçar aquele toque azul.&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;   &lt;/div&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;   &lt;/div&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Subimos para ver o sol... ( Esqueci do fato que ela fica tão linda com “raiva”.)... Eu preferi olhar o mar, e o sol também, só pra ficar um pouco mais perto... Sei lá. De fato aquela brincadeira divina estava indo de vento em popa, nada era planejado, era como se tudo já estivesse escrito (como nos filmes que não fotografamos...) , até o céu resolveu se pintar de púrpura e ela adora o lilás.&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;   &lt;/div&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;Noite. "Sem lua". O frio que congela, agora é uma bela carta na manga, fazendo com que aqueles que já estavam tão perto (em distância e afinidade), se tornassem praticamente um só. Reclamar de que? O que são as horas? Fome? Sede? Não, nada mais existia, além do toque dos nossos braços dentro da manga do mesmo casaco vermelho. Com certeza, foi o ponto alto.&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;   &lt;/div&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;Entre uma música pela metade e observações do céu, aquele azul me roubava o norte, como se Bourrée e Júpiter fossem meros figurantes (daqueles filmes, que não fotografamos). Aí eu beijei seus cabelos e ela olhou a cidade do alto, de pé, sem medo de cair. Eu me lembro de ter pensado o seguinte: "Anjinha, lembra do dia em que nos conhecemos? Lembra daquela tarde, em Recife, há tantos anos atraz ??”(piegas.... eu sei).&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;   &lt;/div&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;A inevitável hora da partida se aproximava, e eu não tava nem aí, descendo escadas sem fim, para ganhar a rua de encontro ao desencontro. Todo aquele vento frio, que tanto foi útil, agora nos inebriava e o conforto se desconfortou. Um pouco.&lt;span style=""&gt;    &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;   &lt;/div&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;Pronto! Lá vai ela pra longe de mim, mas antes disso, aquele abraço que eu gostei e os dois beijos na face, que me pareceram se arrastar por um pouquinho mais de tempo... Por que quando o momento é bom, parece passar em câmera lenta. (como nos filmes que não fotografamos.)&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;F&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14671561-112244055928565542?l=alexguterres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alexguterres.blogspot.com/feeds/112244055928565542/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14671561&amp;postID=112244055928565542&amp;isPopup=true' title='10 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14671561/posts/default/112244055928565542'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14671561/posts/default/112244055928565542'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexguterres.blogspot.com/2005/07/e-aquele-b.html' title='E aquele B...?'/><author><name>Alexandre Guterres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10347102616411495485</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14671561.post-112229992890267553</id><published>2005-07-25T07:55:00.000-06:00</published><updated>2005-07-25T08:06:40.386-06:00</updated><title type='text'>Reinvento.</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;H&lt;/span&gt;á muito tempo eu não compartilhava de uma sensação tão sublime e deliciosa. Voltei a provar para mim mesmo, que as pessoas tem escondidas dentro de si&lt;span style=""&gt;,  &lt;/span&gt;o dom de acalentar as almas dos que estão abatidos pelas chagas dessa vida.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;div&gt; &lt;/div&gt;             Permiti-me tomar as rédeas &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;e&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;fazer o bem por um momento. Sinto-me mais vivo hoje do que ontem, quando parecia tão triste. É incrível como as pessoas buscam forças em sua própria fraqueza.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt; &lt;/div&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: left;"&gt;Pensei eu não ser capaz, naquele momento, de prover tão límpido sentimento, porém eu mesmo me mostrei o contrário e com o auxílio das minhas poucas palavras, transformei água em vinho e bebemos a noite toda.&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;     &lt;/div&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p style="font-weight: bold;" class="MsoTitle"&gt;&lt;span style="font-size:12;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;“Como uma semente”&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;Perdido na imensa estrada que eu nunca irei trilhar,&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;Faço parte da peculiar paisagem noturna,&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;Preso e silencioso, tento livrar-me das pedras,&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;A fim de beber da fonte que me fará crescer...&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;Minha única esperança é o tempo, que lentamente posso ver,&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;Quantas luas já vi morrer?&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;Porque ser assim se não posso ser?&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;Como uma semente, o início de tudo... &lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;Partículas de vida explodem cintilantes, quando penso em minha grandeza.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;Fecho os olhos e vejo fogo em minhas mãos dormentes,&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;Volto a mim e me bestifico com as estrelas cadentes,&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;O ultimo grito de vida daquele astro luminoso...&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;Como tudo pode ser tão fantástico e tão óbvio?&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;O universo pode ser apenas uma expansão da mente,&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;O nada não explica a força ausente,&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;E plantado nesse nada, eu espero crescer e entender, como uma semente.&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;                        &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;                        &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;                        &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;F&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14671561-112229992890267553?l=alexguterres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alexguterres.blogspot.com/feeds/112229992890267553/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14671561&amp;postID=112229992890267553&amp;isPopup=true' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14671561/posts/default/112229992890267553'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14671561/posts/default/112229992890267553'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexguterres.blogspot.com/2005/07/reinvento.html' title='Reinvento.'/><author><name>Alexandre Guterres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10347102616411495485</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14671561.post-112212175285734386</id><published>2005-07-23T06:25:00.000-06:00</published><updated>2005-07-23T08:24:06.253-06:00</updated><title type='text'>Luto.</title><content type='html'>Por um momento senti o silencio no tempo,&lt;br /&gt;E o calor que apaga a presença do vento,&lt;br /&gt;Acordei com lágrimas, em teus olhos...&lt;br /&gt;E tingi de preto o meu dia branco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E na manhã sublime confirmou-se a lástima,&lt;br /&gt;Percebi meu crime, e virei a página,&lt;br /&gt;Agora aqui, me despindo da mascara da vaidade,&lt;br /&gt;E tomando um porre de verdade pura.... Sem gelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está um belo dia para tirar-me à vida,&lt;br /&gt;E  me tornar covarde, naquele simples cortejo.&lt;br /&gt;E padecer sorrindo e ouvindo o teu nome,&lt;br /&gt;Até que o fim se chegue, tranqüilo e solene.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posso caminhar cem passos, para o poço dos pássaros,&lt;br /&gt;Tento rumar sem remos, para o risco dos náufragos,&lt;br /&gt;E de dor cair... Com um dos olhos aberto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;F&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14671561-112212175285734386?l=alexguterres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alexguterres.blogspot.com/feeds/112212175285734386/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14671561&amp;postID=112212175285734386&amp;isPopup=true' title='7 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14671561/posts/default/112212175285734386'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14671561/posts/default/112212175285734386'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexguterres.blogspot.com/2005/07/luto.html' title='Luto.'/><author><name>Alexandre Guterres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10347102616411495485</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14671561.post-112202611025629588</id><published>2005-07-22T03:51:00.000-06:00</published><updated>2005-07-22T07:43:53.003-06:00</updated><title type='text'>Como um Anjo desvairado, de Asas quebradas...                                            (Para Angelica.)</title><content type='html'>&lt;p style="font-style: italic; text-align: left;" class="MsoNormal"&gt;Sempre querendo voar, sempre olhando pra tudo.&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: left;"&gt;   &lt;/div&gt; &lt;p style="font-style: italic; text-align: left;" class="MsoNormal"&gt;Escutando as vozes em sua mente e desejando também estar lá...&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: left;"&gt;   &lt;/div&gt; &lt;p style="font-style: italic; text-align: left;" class="MsoNormal"&gt;Ultrapassar esse vitral que só te reflete de dia e que faz min’alma sorrir.&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: left;"&gt;   &lt;/div&gt; &lt;p style="font-style: italic; text-align: left;" class="MsoNormal"&gt;Como um anjo de asas quebradas, desfrutar da efêmera alegria do encontro primeiro.&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: left;"&gt;   &lt;/div&gt; &lt;p style="font-style: italic; text-align: left;" class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: left;"&gt;   &lt;/div&gt; &lt;p style="font-style: italic; text-align: left;" class="MsoNormal"&gt;Brincar de leigo e leigo ser.. Na tua arte&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;de ser anjo,&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: left;"&gt;   &lt;/div&gt; &lt;p style="font-style: italic; text-align: left;" class="MsoNormal"&gt;Do teu pequeno mundo infinito, ali escuto o meu grito,&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: left;"&gt;   &lt;/div&gt; &lt;p style="font-style: italic; text-align: left;" class="MsoNormal"&gt;Que outrora soava como um murmúrio surdo, de quem apenas sonha.&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: left;"&gt;   &lt;/div&gt; &lt;p style="font-style: italic; text-align: left;" class="MsoNormal"&gt;Presumo que você não saibas, mas derramas o teu azul em mim,&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: left;"&gt;   &lt;/div&gt; &lt;p style="font-style: italic; text-align: left;" class="MsoNormal"&gt;Sempre que deixa aquele rastro luminoso, que instintivamente sigo...&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: left;"&gt;   &lt;/div&gt; &lt;p style="font-style: italic; text-align: left;" class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: left;"&gt;   &lt;/div&gt; &lt;p style="font-style: italic; text-align: left;" class="MsoNormal"&gt;Tudo bem... Vamos esquecer do mundo a nossa maneira,&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: left;"&gt;   &lt;/div&gt; &lt;p style="font-style: italic; text-align: left;" class="MsoNormal"&gt;Que já era nossa antes mesmo de nós,&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: left;"&gt;   &lt;/div&gt; &lt;p style="font-style: italic; text-align: left;" class="MsoNormal"&gt;Por que nem tudo é regra, tudo é exceção, nesse mundo verde... &lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: left;"&gt;   &lt;/div&gt; &lt;p style="font-style: italic; text-align: left;" class="MsoNormal"&gt;... Onde o teu azul se torna vermelho...&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: left;"&gt;   &lt;/div&gt; &lt;p style="font-style: italic; text-align: left;" class="MsoNormal"&gt;E aí, mesmo sem asas, voaremos!&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;F&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14671561-112202611025629588?l=alexguterres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alexguterres.blogspot.com/feeds/112202611025629588/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14671561&amp;postID=112202611025629588&amp;isPopup=true' title='9 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14671561/posts/default/112202611025629588'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14671561/posts/default/112202611025629588'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexguterres.blogspot.com/2005/07/como-um-anjo-desvairado-de-asas.html' title='Como um Anjo desvairado, de Asas quebradas...                                            (Para Angelica.)'/><author><name>Alexandre Guterres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10347102616411495485</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14671561.post-112195922775486337</id><published>2005-07-21T09:18:00.000-06:00</published><updated>2005-07-21T09:20:27.760-06:00</updated><title type='text'>Quando a música acabar, apague a luz...</title><content type='html'>&lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;... E para quem será que esse sol brilha?&lt;/p&gt;   &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;Se todos os segundos do mundo nunca se tornarão primeiros...&lt;/p&gt;   &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;Que duram horas, que abatem o tempo... Naquela janela.&lt;/p&gt;   &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;Eu me apaixonei sim, mas o que tem de nocivo nisso?&lt;/p&gt;   &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;Foi a menina de olhos brandos que eu nunca vi,&lt;/p&gt;   &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;Foi ela sim, que me olhou e disse: “corra!” (...)&lt;/p&gt;   &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;Mas para quem será que esse sol brilha?&lt;/p&gt;   &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;Será para a bailarina?&lt;/p&gt;   &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;Meu Deus, que linda ela é!&lt;/p&gt;   &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;... E como eu amo estar longe estando perto.&lt;/p&gt;   &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;Mesmo perto estando tão longe...&lt;/p&gt;   &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;A luz dele ainda está aqui,&lt;/p&gt;   &lt;p style="font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;Apague-a quando a música acabar...&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;F&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14671561-112195922775486337?l=alexguterres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alexguterres.blogspot.com/feeds/112195922775486337/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14671561&amp;postID=112195922775486337&amp;isPopup=true' title='11 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14671561/posts/default/112195922775486337'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14671561/posts/default/112195922775486337'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexguterres.blogspot.com/2005/07/quando-msica-acabar-apague-luz.html' title='Quando a música acabar, apague a luz...'/><author><name>Alexandre Guterres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10347102616411495485</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-14671561.post-112189648269833785</id><published>2005-07-20T19:18:00.000-06:00</published><updated>2005-07-20T20:02:04.830-06:00</updated><title type='text'>Eu posso ser o seu demônio</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;font-family:arial;" &gt;Quando tudo parecia tarde de mais...&lt;br /&gt;Quando tudo não era belo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:arial;" &gt;Quando a voz que o tormento, que toca os olhos e confundo os olhos... Os olhos.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-style: italic;font-family:arial;" &gt;&lt;br /&gt;Quando o verde se torna tão real, quando de fato for...&lt;br /&gt;Eu estarei lá para ver.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-style: italic;font-family:arial;" &gt;&lt;br /&gt;Perfeito! estava tudo ali, dentro de você!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:arial;" &gt;Que paz a tua duvida agora me causa!&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-style: italic;font-family:arial;" &gt;&lt;br /&gt;Veja, meu anjo, eu posso ser o seu Demônio!&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-style: italic;font-family:arial;" &gt;...&lt;br /&gt;E isso tudo não é lindo?&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-style: italic;font-family:arial;" &gt;Responde, meu anjo medroso!&lt;/span&gt;        &lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:arial;" &gt;                              &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;                                      ... Sim, é lindo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;                                      &lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;font-family:arial;" &gt;O meu medo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;F&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/14671561-112189648269833785?l=alexguterres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alexguterres.blogspot.com/feeds/112189648269833785/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=14671561&amp;postID=112189648269833785&amp;isPopup=true' title='12 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14671561/posts/default/112189648269833785'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/14671561/posts/default/112189648269833785'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alexguterres.blogspot.com/2005/07/eu-posso-ser-o-seu-demnio.html' title='Eu posso ser o seu demônio'/><author><name>Alexandre Guterres</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10347102616411495485</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>12</thr:total></entry></feed>
